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Comments (15) Comportamento

Mulheres que perdem a feminilidade por Frederico Mattos

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Tudo inspira

Nada mais cruel do que ver uma mulher se entregar ao descuido pessoal. Um dos primeiros sinais de que uma mulher está gostando pouco de si é a falta de cuidado com a aparência.

A pele parece que perder o brilho, os olhos se encolhem no rosto e o sorriso teima a sair.

Num dia ela alega cansaço, outro dia preguiça e ainda falta de tempo. Maternidade e trabalho excessivo sempre são boas desculpas para deixar de lado aquele cuidado consigo mesma. Ela banaliza a moda, desdenha de detalhes mínimos e abandona o cuidado estético.

Todo mundo sabe que a falta de tempo é uma mentira, pois para aquilo que queremos de verdade arranjamos tempo.

Ela perdeu contato com sua energia feminina. Então sempre me pergunto, o que leva uma mulher a castigar tanto a si mesma?

Desânimo, depressão, relaxo, desencanto com a vida, tudo pode ser motivo para ver a feminilidade enfraquecida.

A energia feminina é abundante no universo e todos estamos imersos nela, basta olhar ao seu redor, tudo se movimenta, brilha e renova.

Do mesmo jeito que o feminino é belo e encantador ele é vulcânico e cheio de variações. Esse é o maior temor da rendição, pois expõe a mulher à todas inconstâncias, mudanças, vulnerabilidades e emoções possíveis (as mais deliciosas e terríveis).

Mulheres que exigem ter o controle de cada passo e são dominadoras anulam tanto quanto possível essa força. Masculinizam-se, submetem seus parceiros à uma disciplina humilhante que os aniquila como homens. Recorre à chantagens emocionais, aponta suas fraquezas e os faz afundar num mar de culpa.

No entanto, quando essa mulher resgata essa chave que habita o seu interior e abre o céu para o mundo ela se torna uma deusa que transforma tudo aquilo que toca em charme, sensualidade e vivacidade. Ela se torna a musa de si mesma.

Quando você está diante de uma mulher inebriada pela energia feminina é quase irresistível se apaixonar pela sua personalidade e ser cativado pelos seus gestos, sua fala e seu corpo. Tudo inspira algo de puro e sensual.

A sexualidade dessa mulher é arrebatadora, não porque ela use de artifícios que dobram o desejo masculino, mas porque potencializa o homem que está ao seu lado, oferecendo ânimo, libertação e manifestando a mais alta expressão do amor.

Proponho um exercício.

Você pode fazer em qualquer lugar, seria mais fácil fazer em um lugar reservado, calmo e perfumado. Debaixo do banho é ideal. Feche os olhos e sinta o ambiente, relaxe seu corpo, note os sons, aspire a fragrância que paira no ar, sinta o toque da água, do ar que circula e da luz que atinge sua pele. Note como tudo a sua volta se comunica com você, perceba o sorriso dos móveis à sua volta, as cócegas que sua roupa (ou falta dela) provocam em seu corpo, sinta a expressão de amor que chega até a você pela própria vida que se irradia de sua essência. Abra seu coração e sinta aquilo que se derrama de sua alma, apenas deixe fluir e gozar dos benefícios de ser uma mulher.

Afinal, o feminino é o próprio AMOR. Sinta esse poder gentil…

_________________________

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  • Maíra

    Ai Frederico, eu sempre leio o teu blog e curto.. mas aqui não deu viu?
    Você conhece o livro da Naomi Wolf? O Mito da Beleza, vale muito a pena!
    Tem até na internet: http://brasil.indymedia.org/media/2007/01/370737.pdf

  • http://www.sobreavida.com.br Frederico Mattos

    Olá Maira, não entendi o que você quis dizer com aqui não deu, fiquei em dúvida no que não deu…

    Por que não falei em beleza esteriotipada, mas em brilho, leveza e autocuidado.

    Obrigado pela dica! 😉

    Me expique melhor.

    beijos

  • Maíra

    Oi Frederico,
    Obrigada por teres publicado o comentário.
    Vou te responder com uma reflexão:
    Tu achas que é possivel trocar as palavras feminino por masculino, maternidade por paternidade e mulher por homem sem alterar o sentido/objetivo do teu texto? Tu o publicarias da mesma forma? Se sim, me desculpe pois compreendi erroneamente o que quiseste dizer.
    Mas leia o livro. É uma pesquisa tremenda e uma lição de vida para qualquer pessoa, apesar de alguns exageros aqui e ali.

    • Frederico Mattos

      Sim, diria o mesmo de qualquer pessoa, pois a aparência é sempre aquela que consideramos mais banal e portanto uma das primeiras coisas afetadas numa apatia emocional

  • Maíra

    Vou colocar em termos práticos.
    Em São Paulo, capital, se eu fizer as unhas num salão uma vez por semana, ao final de um ano eu terei gasto o equivalente a uma passagem de ida e volta para passar as férias no Nordeste.
    Se eu gastar R$150,00 por mês em cosméticos, ou salão de beleza ou coisas equivalentes ao final de um ano eu poderia ter comprado uma passagem para a Europa. Ou eu poderia ter comprado 30 livros de 50 reais, e não seriam livros baratos… Ou fazer um curso de línguas… comprar um tablet…
    E eu poderia ser bem feliz fazendo alguma destas segundas escolhas. E isso seria um autocuidado: para o meu cérebro.
    Essas são apenas as primeiras ideias que me passam pela cabeça, poderia ficar dias achando outras comparações.
    Mas, como eu sou mulher eu estou sujeita a este comentário: “Um dos primeiros sinais de que uma mulher está gostando pouco de si é a falta de cuidado com a aparência.” E a sentença de tudo que eu possa querer seja em função de um homem e sexo.
    Pode até ser, para algumas pessoas.
    Mas um homem jamais teria que justificar uma escolha assim, desde que ele não estivesse fedendo nem usando roupas puídas.

    • admin

      Maíra, entendo seu ponto de vista e acho que você está fazendo suas escolhas. Eu prefiro as que me beneficiam todos os dias. Eu não faço as unhas no salão todos os finas de semana, aprendi a fazer sozinha, também não gasto 150 reais em cosméticos por mês. Não sei que parâmetros está usando.

      Não concordo que a mulher que cuida de sua aparência o faça em função de um homem e de sexo. Não é nisso que eu penso quando escolho comer menos, me exercitar mais, me esforçar para conhecer mais sobre meu corpo para me vestir adequadamente, entre outras coisas. O faço pensando em mim, e acho que o que o Fred quis dizer é isso. Cuidar do feminino é ficar bem para ninguém mais do que você.

      Também não acho que os homens estão livres disso. Admiro os homens que se cuidam na medida, que se interessam por moda, que sabem o que os valoriza, que se preocupam com o corte de cabelo e a forma física.

      Esta é a idéia que queremos passar….

      bjos

  • Maíra

    Oi,
    Bom, primeiramente eu não fiz essas escolhas.. é apenas uma reflexão…
    Quando eu comecei a comentar, eu nem tinha visto que era um blog de moda, desculpe. Peguei o link do blog do Frederico. E era tanto para ele que eu até coloquei um comentário sobre não precisar publicar.
    Eu só quis falar com ele a respeito disso, pq antes de tudo a indústria da aparência é uma indústria gigantesca, baseada numa cultura machista.. o que não quer dizer que ela não me atinja.
    Quando a Vogue, a Cosmopolitan ou a Harpers Bazaar (por exemplo) escreve a mesma coisa que ele escreveu eu não acho um problema, pq elas estão sendo pagas diretamente ou em anúncios para escrever exatamente o que a indústria quer.
    Mas quando um psicólogo escreve isso “Um dos primeiros sinais de que uma mulher está gostando pouco de si é a falta de cuidado com a aparência.” sem especificar o que seja, é preocupante. Porque podem existir mil outros motivos, dentre os quais alguns que eu citei e muitos outros ainda…
    E eu acho que ele é um cara legal, dá pra ver no blog dele que ele é bem intencionado) e não refletiu sobre isso. E eu quis que ele soubesse da pesquisa e do livro (e tem muitos outros livros sobre o assunto), para que ele pudesse tirar as próprias conclusões.
    Desculpe a intromissão, se tu quiseres pode apagar os comentários, certo?

    • admin

      Maíra, o Sem Espartilhos é um espaço feminino, não necessariamente de moda. Não vou apagar os comentários porque acredito que este tipo de discussão seja enriquecedora.

      Não concordo que a indústria da beleza e da aparência seja machista, existem exageros sim, mas este é apenas um aspecto. Eu realmente acredito que o apelo é grande porque faz parte do feminino. Nem todas as mulheres se deixam levar e tudo bem. Os exageros não são apoiados aqui. Eu entendo o texto do Fred como apenas um alerta para aquelas que precisam do alerta, e ele irá te responder.

      Será que estas revistas que você cita também não refletem um pouco das ânsias que temos? A indústria segue o movimento da vida, a moda, os produtos de beleza, as tendências não surgem do nada.

  • Maíra

    Leia o livro da Naomi Wolf. Tem o link no primeiro comentário.

  • joselice matos

    Olá Frederico;adorei o texto e concordo completamente,.Trabalho bastante ,tenho filhos,marido e uma vida muito agitada e quando me descuido da aparência me sinto muito mal;ultimamente tenho alterações de humor e não sinto muita dsposição para sair,me arrumar ,ver pessoas . Mas hoje resolvi sair com umas colegas,me arrumei e passei uma tarde muito agradável e ainda recebi muitos elogios.Não é uma questão de vaidade extrema e sim nos sentirmos vivas e principalmente com auto estima elevada.

  • CRISTINA

    Que lindo Frederico, expressou sua essência feminina com muita energia transformadora.

  • Lili

    Concordo com Maíra. Este post não deu para engolir. “Um dos primeiros sinais de que uma mulher está gostando pouco de si é a falta de cuidado com a aparência.” E dizer que maternidade não é desculpar para descuidar da aparência??? Hahaha, só quem tem bebê é que sabe a confusão: os horários, as noites interrompidas, o leite pingando, o sangue escorrendo… Peraí, nem neste momento podemos nos dar o luxo de não estar nem aí com a aparência? Concordo sim que cuidar da aparência faz parte da feminilidade, é um prazer irradiar beleza pelo mundo… Mas sinceramente, eu também não consegui engolir este post.

    • Frederico Mattos

      Se concorda com “Concordo sim que cuidar da aparência faz parte da feminilidade, é um prazer irradiar beleza pelo mundo…”

      Não entendo sua discordancia anterior. O que quis dizer é que algumas mulheres se ancoram em qualquer justificativa para deixar certos cuidados básicos de lado e entra numa modo de funcionamento 100% mãe. Só isso, não entenda como uma condenação essencial, mas um cutucão.

  • Karmen Petri

    Fred, acompanho e admiro o seu trabalho há anos, porém saí dessa leitura com um certo incômodo que gostaria de compartilhar com você.

    Logo no primeiro parágrafo já estranhei a pesada afirmação de que nada pode ser mais cruel do que ver uma mulher entregar-se ao descuido pessoal. Partindo disso, eu te pergunto: o que exatamente seria esse tal “descuido pessoal”? Pois em seguida você faz uma referência à banalização da moda, ao desdém por detalhes mínimos e cuidados estéticos. Claro, tem quem relacione diretamente tais elementos à própria felicidade e bem estar, mas existem, sim, pessoas que não se apegam à nenhum desses elementos, coisa que pode ocorrer por diversos motivos. Existem mulheres que desde a infância não despertaram interesse por coisas como moda, detalhes ou estética… e tudo bem. Há ainda aquelas que, como eu, trabalham diariamente o pensamento no sentido de desconstruir padrões estéticos impostos pela sociedade, de criar uma visão mais humana e compreensiva sobre tudo aquilo que não é admirável (e exatamente por isso, muitas vezes é considerado reprovável) quando comparado ao “ideal”. E esses são apenas dois exemplos de um rol infinito de motivações e possibilidades.

    Quanto à mim, não dou importância à moda. Não pinto as unhas, não vou ao salão de beleza há anos, não compro marcas, não uso maquiagem todos os dias. Tem quem adote esse mesmo comportamento por estar infeliz consigo mesma? Tem! Mas é importante ter cautela na hora de relacionar uma coisa à outra, pois não é uma regra. Pra mim, esses detalhes são mesmo desprovidos de importância. Vivo sem, e vivo bem assim. E por mais que muitas pessoas vejam isso como um sinal de descuido comigo mesma, nunca me senti tão feliz e satisfeita com a minha própria imagem. Quanto àqueles(as) que gostam e se utilizam desses artifícios, que bom. Viva a diversidade! Mas daí a relaciona-los como determinantes quanto ao charme, sensualidade, feminilidade e vivacidade, eu acho um pouco delicado. Muitas mulheres, quando não usam maquiagem, ouvem questionamentos sobre estarem cansadas ou doentes. (!) Sim, só por estarem sem maquiagem. As olheiras, a palidez, as “imperfeições” ficam expostas, e isso é visto como um medidor de bem estar. Acontece que esse medidor é altamente impreciso. As mulheres sabem… às vezes você só está sem maquiagem mesmo. Calma, sociedade.

    Sinceramente, essa mulher que você descreveu, repleta de feminilidade, de sexualidade arrebatadora, quase irresistível de se apaixonar por sua fala, gestos e corpo, me parece bem distante da mulher que eu sou, e até das mulheres que eu conheço. E olha que eu me considero e estou cercada por mulheres muito confiantes e realizadas. Ainda assim, a descrição não bateu. O motivo? Essa descrição altamente idealizada. A feminilidade, a sensualidade, o charme e a vivacidade de uma mulher não cabem dentro desses parâmetros que o texto apresentou. É tudo muito amplo, e por isso mesmo, tudo muito lindo. Em todas as suas formas.

  • Tatiane Bohnert

    O feminino, pra mim, está MUITO além de cuidados estéticos e moda! Mas assim, muito mesmo! Eu o definiria como uma força criadora, transformadora e sutil. Ser mulher perpassa a delicadeza e a potencialidade de um corpo que gera, nutre, que ama profundamente em situações de renúncia (como a maternidade)…. ser mulher é ser dotada de um perfume natural que pode ter cheiro de rosas mas pode exalar odores sinceros de suores vivos e plenos! Ser mulher é ser multi, ser muitas.. é trazer em si sementes de continuidade, é ser espaço para que o amor e o ódio se desenvolvam sem que se aniquilem! Eu amo ser mulher!