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Comments (0) Consultoria de Moda

Jornada: um homem vestindo a sua alma – parte 1

Gosto muito das palavras da consultora de moda Manu Carvalho, quando diz que ao vestir uma pessoa, estamos lidando com uma alma e que isso é muito sério.

Concordo totalmente com ela. Eu acredito e defendo que quando nos vestimos estamos enviando uma mensagem ao mundo. É uma poderosa forma de comunicação sem usar palavras. Pela roupa de alguém, pode-se dizer se a pessoa está entediada, feliz, de mal-humor, que profissão ela tem, se se importa com o que veste, se está confortável naquela escolha, entre muitas outras coisas.

A pessoa que procura Consultoria busca informação de moda que possa ajudá-la a identificar uma parte importante de sua personalidade que é representada pela roupa. Ela sabe a importância da imagem na sociedade em que vivemos e nos procura para externalizar a imagem de sua alma.

Já deu para sentir o tamanho da responsabilidade? Imaginem as expectativas…  A transformação costuma ser muito grande na maioria dos casos. Mudança de vida, de autoestima e novas descobertas.

Eu vou dividir aqui com vocês todas as etapas de uma Consultoria de Moda para um cliente homem que acabou de começar e me autorizou a relatar o processo.

A ideia é que vocês acompanhem de perto os medos, as sensações, o investimento, o passo a passo no processo de Consultoria de Moda.

Hoje, posto apenas a conversainicial depois do acordo fechado. Ele sabe bem o que gosta e o que não gosta, mas quer dar o próximo passo com a certeza de que, desta vez, está fazendo escolhas mais ousadas. Espero que gostem dessa série.

Beijos

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H., sexo masculino, 45 anos.

Demanda de vestimenta no trabalho: vario entre traje social (sem gravata) ou esporte fino e roupas mais descontraídas, podendo até usar calça jeans e camisa polo (de vez em quando até camiseta)

Características físicas:

– Tenho 1,85m de altura e peso 80Kg.

– Cintura fina, sem barriga, musculatura definida e bem firme, mas não volumosa.

– Pernas compridas e com uma leve hiperlordose (bumbum arrebitado), o que acaba acentuando um pouco mais os glúteos que naturalmente têm musculatura definida e forte.

Hierarquia atual das exigências pessoais no quesito roupa:

1) Preço

2) Conforto (tamanho e tipo de tecido)

3) Caimento

4) Cor

Limitações:

– Uso calçados número 45 ou 46, conforme o fabricante. (bastante dificuldade de encontrar calçados)

– Tenho alergia a camisas com poliéster: a pele fica toda empipocada com pontinhos vermelhos de alergia.

– Só uso camisas ou camisetas de algodão. (tanto pela alergia a sintéticos, como pelo calor que sinto)

Estilo de se vestir:

– Gosto muito de combinar (de forma discreta) os tons e cores do que vou usar.

– Quero marcar presença pela combinação discreta e alinhada e não por algo mais chamativo ou impactante.

– Camisetas: a maioria é azul-escura (as preferidas), cinza ou branca. De vez em quando uso amarelo, verde, laranja, marrom ou vermelho.

– Camisas sociais nas cores: azul-claro, cinza (claro ou chumbo), rosa-claro, amarelo-claro, gelo, verde clarinho, branco.

– Camisas polo: azul-claro, azul-escuro, verde-escuro, preto. Algumas listradas, mas a maioria lisa.

– Calças sociais: pretas. (possuo outras de outras cores, mas não as uso)

– Outras calças: uma jeans (carrot), duas jeans de corte tradicional e duas calças caqui de algodão.

– Possuo sapatos sociais de corte moderno: um preto e um marrom-café.

– Possuo um único sapatenis, na cor gelo.

Perfil psicológico:

– Falo em público e dou aulas com desenvoltura e naturalidade e converso facilmente com vários tipos de pessoas, porém não sou extrovertido.

– Quando não estou dando aula ou palestra, fico na minha, sou quieto e reservado.

– Parte do corpo que menos gosto: ombros. Apesar de serem bem proporcionais, mais largos que a cintura e com musculatura definida, são levemente caídos, o que passa a sensação de serem “menos atléticos”.

– Para escolher roupa, o caimento da camisa ou camiseta é um ponto nevrálgico.

– Sou bastante resistente a tendências da moda, quando todos parecem usar o “uniforme que está bombando”, como por exemplo: todo mundo usando camisa polo com brasão de algum ícone (time de Rugby, escola famosa etc) da Inglaterra, dos Estados Unidos, da Espanha etc. Detesto!!! Recuso-se a comprar esse “uniforme” e prefiro usar alguma roupa bem confortável e que me caia bem, independentemente da moda.

Observações:

– Marca não costuma ser um critério de escolha. Aliás, é sim! Quanto mais famosa, mais longe eu passo, pois não quero pagar por um símbolo que eu não vejo como importante para mim.

– Sinto muito calor e suo com facilidade.

– Não consigo usar (devido ao enorme desconforto) qualquer tipo de calça que aperte a cintura ou que fique agarrada ou justa. Também não gosto de calça com cavalo “apertado” (eu não sei se deveria usar o termo cavalo alto ou baixo, pois não sei a referência para esse termo…)

– Até hoje não consegui usar calça de cintura baixa. Para mim não cai bem. Prefiro as de corte tradicional, que me permitem, inclusive, usá-las com sapato e camisa social, para ministrar treinamentos, por exemplo.

Nossa, Ju! Escrevi demais…
Beijo,
H.

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