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Pessoas que guardam tudo por Frederico Mattos

Você deve conhecer pessoas que tem o estranho hábito de acumular objetos, roupas, papéis, alimentos por muito tempo, para além do necessário, do prazo de validade e da usabilidade. São os chamados acumuladores e sofrem de um tipo de transtorno de ansiedade.

Sigmund Freud, pai da Psicanálise, dizia que a energia de vida, mas conhecida como libido, evoluia no desenvolvimento da personalidade se concentrando em áreas erógenas diversas do corpo. Na primeira fase ela estaria mais fixada nos lábios ao tentar conhecer o mundo pela boca, sugando, mordendo ou lambendo. Na segunda fase ela teria uma tarefa de controlar os esfíncteres anais na emblemática habilidade de reter e soltar as fezes. Os acumuladores estariam, por algum tipo de bloqueio e interrupção, presos nessa fase e teriam dificuldade de expulsar de si aquilo que é inútil, inutilizável e residual em si.

Ela apenas sabe acumular, reter e ficar enfezada (cheia de fezes) e sente uma aflição brutal quando tenta se desfazer de qualquer coisa que tente.

Talvez você não conheça casos tão extremos, mas aposto que você próprio tem aquele cantinho (gaveta, bolso, quarto, pasta, caixa de e-mail) da bagunça em que vai empilhando e guardando uma série de documentos, objetos de estimação, livros, roupas, e-mails e souveniers que são completamente dispensáveis.

Lógico que você terá mil explicações para justificar esse acúmulo dizendo do valor afetivo, ou que ainda tem utilidade, prometendo que vai consertar ou deixar para uma futura geração, mesmo que seja de lembrança emocional. Seja lá que razão maluca pessoas assim tem uma inabilidade em deixar as coisas seguirem o seu fluxo natural de descoberta, aproveitamento, exaustão e descarte. Nada é descartável ou deixado de lado.

Dinheiro é assunto tabu, visto que guarda e nunca usufrui nada, apenas acumula sem nenhum senso de praticidade com a desculpa de segurança na velhice ou épocas de vacas magras.

O pior de tudo é quando algumas pessoas fazem isso com a vida. Empilham uma série de sentimentos, penduram cenas inúteis na sua memória ou mágoas e ressentimentos indefinidamente como se guardassem uma jóia rara de família.

São os acumuladores de felicidade, que fantasiam que a segurança de reter cada sentimento ou acontecimento paralisado dentro de si garantiria a longevidade do prazer. Mas não existe poupança de felicidade, não se acumula bem-estar como se fosse um banco de horas. Felicidade é um significado mais fluido da vida que se potencializa no movimento. A acumulação de coisas vai na contramão dessa suposta felicidade que almejam.

Estão aguardando o momento ideal para usar a roupas novas e no fim nunca utilizam, querem se precaver de falta de alimento e deixam as coisas embolorar e apodrecer. Metaforicamente fazem o mesmo com cada dia de sua existência, que se torna sem que o percebam miserável e escassa.

Elas treinam uma mente em que tudo vai acabar ou entrar em colapso. Consideram a si mesmas como sábias e até espertas por anteverem os potenciais perigos do futuro.

O fato é que estão sempre olhando uma miragem da qual dificilmente irão usufruir.

Portanto, sugiro um pequeno exercício que demandará uma série de pequenas ações práticas.

Quanto as roupas pode seguir os passos que a Juliana indica nessas 4 etapas:  1-limpe seu guarda-roupa2- O que eu tenho 3-O que eu preciso4-O que eu quero

Com os papéis veja os que já estão acumulados a muito tempo e os descarte, um a um. Faça o mesmo com os emails, daqui para frente você poderá se desfazer de todos os emails ou dar encaminhamento logo que abrir, sem dó. Não deixe para ver depois, se deixou passar é porque vai fazer como qualquer email que acumulou ficará na pilha.

E na vida apenas deixe fluir, sinta, mova, aja, sonhe, realize, sem pudor ou hora ideal. Faça algo inusitado exatamente agora… [leia mais] 

Boa sorte!

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Frederico Mattos é um homem apaixonado, sonhador nato, psicólogo provocador, escritor de um não best-seller e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão, Muay Thai, lava pratos e escreve no blog Sobre a vida. No twitter é@fredmattos.

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