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A História das Bolsas por Carmem Munhoz – Parte 2

A Imperatriz Eugenia e o acesso a moda.

Paris, 1853, a imperatriz Eugenia surpreende a todos casando-se de branco com Napoleão III, numa época em que o vestido de noiva azul era tradicionalmente simbolo de pureza. Inovou também com a invenção da crinolina (armação de metal para as saias). O gosto e o desejo por novidade alcançaram outras dimensões e o acesso a moda chegou as classes mais baixas.

Em 1858, Charles Frederick Worth, ex-vendedor de tecidos, abre em Paris, na rue de Le Paix o primeiro atelie de moda. Com uma produção vertiginosa, a Maison Worth inovou com modelos inéditos, exclusivos e sob medida. As peças eram apresentadas por mulheres jovens que desfilavam na loja, inaugurando o conceito de desfile, despertando a atenção da imperatriz e através dela, de toda sociedade parisiense.

Worth fundou o modelo de negócios e estabeleceu as diretrizes da moda contemporânea: criações exclusivas, lançamento de tendencias, elevação do costureiro à condição de artista e a promoção de espetáculos publicitários sazonais baseados em grifes e modelos-manequins vivos. A moda passou a existir com duas coleções por ano: outono/inveno e primavera/verão. Todas as novidades ficaram conhecidas como haute-couture, a alta-costura. Worth criou também a Câmara Sindical de Costura Parisiense, e é ela até hoje que mantém as rígidas regras para o criador de moda.

O século XIX, com a Revolução Industrial inaugurou um período de marcas de pretígio onde o fascínio e o mistério tomam conta do universo do luxo.

Durante a metade do século XIX uma pequena e graciosa bolsa foi desenvolvida como souvenir. Inspirada na Rainha Vitória, artesãos criaram jóias e acessórios com inscrições de cunho sentimental como “ Para um Amigo” , “Meu Coração é Seu”, “Minha Querida Namorada”, entre outros.
Uma pequena bolsa em forma de concha foi muito apreciada nesta época para se dar de presente. Ela também vinha com inscrições sentimentais e muitos a compravam a beira-mar.

História das Bolsas

 

O exemplar trabalho de Louis Vuitton {leia mais} nasceu nesse período, assunto da parte 3 desta série.

Beijos e até lá!

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Carmem Munhoz é artista plástica, arte-educadora, artesã, ilustradora, pesquisadora e designer de bijus, mãe, esposa, mulher. Ama a vida, a família, seus alunos, e pela arte é apaixonada desde pequena. Algumas das bijus da Carmem podem ser encontradas clicando neste link ou no facebook.

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  • Barbosa Gisele Paula

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