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agosto, 2012
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Moda e cinema – por Carmem Munhoz (história das bolsas parte 7)

Bolsas

agosto 31, 2012

Hollywood estava no auge na década de 30.

A maneira como as atrizes apareciam nos filmes despertava identificação imediata no público feminino. Vale lembrar que nesta época, ainda não existia a figura das super modelos. As influências de moda vinham todas do cinema.

Grandes estilistas foram contratados por grandes estúdios, como foi o caso de Chanel para a MGM, mas logo se percebeu que a moda e o figurino eram distintos no seu processo de criação e nem sempre o estilista conseguia um bom resultado para o filme e a parceria não foi para frente.

Surgiu então o figurinista do cinema. Estes profissionais souberam imortalizar personagens impregnadas de estilo como Marlene Dietrich, Mae West, Shirley MacLaine, Audrey Hepburn e Rita Hayworth entre outras.

Este sofisticado guarda-roupa exigia complementos. Nenhum acessório foi esquecido pelos figurinistas do cinema e as bolsas lançadas nas telas, como tudo o mais, faziam enorme sucesso.

 

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Quem é que já não ouviu falar no famoso Bonequinha de Luxo?

 

 Quem é que não suspira com o figurino de filmes como o Diabo veste Prada ou Sex and the City e o as roupas de Cameron Diaz em o Amor não tira férias???

O Diabo veste Prada

O amor não tira férias

Sex and the city

O estilo das atrizes dentro e fora das telas segue sendo referência e o que elas usam é copiado mundo afora e com as bolsas não é diferente.

Próxima sexta vamos ver como um importante movimento artístico influenciou a História das Bolsas.

Até lá!

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Carmem Munhoz é artista plástica, arte-educadora, artesã, ilustradora, pesquisadora e designer de bijus, mãe, esposa, mulher. Ama a vida, a família, seus alunos, e pela arte é apaixonada desde pequena. Algumas das bijus da Carmem podem ser encontradas clicando neste link ou no facebook.

 

Carmem Munhoz no Sem Espartilhos:

A história das bolsas – parte 1

A história das bolsas – parte 2

A história das bolsas – parte 3

A história das bolsas – parte 4

A história das bolsas – parte 5

A história das bolsas – parte 6

Minha história com o crochê

Como usar um maxi colar

Fashion Rio

 

Mais sobre bolsas:

Eu preciso de uma bolsa de marca?

Como guardar suas bolsas

 

Sobre manutenção:

A importância do armário organizado

Como guardar suas roupas

Como guardar suas roupas: fotos

Como guardar seus sapatos

Como guardar suas bolsas

Guarda-roupa planejado

 

 

 

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Compradoras compulsivas

beleza, Comportamento, Consultoria de Moda

agosto 30, 2012

Por Juliana Cordeiro e Frederico Mattos

Muitas mulheres se questionam de onde vem o seu hábito de comprar sem necessidade e como fazer para evitar esse tipo de situação.

Eu e a Juliana escrevemos esse texto para que você possa mudar esse tipo de vício de comportamento do ponto de vista emocional e estético, né Ju?

Nós mulheres em geral compramos porque achamos que precisamos, porque queremos e porque sentimos falta de algo mais. Se a nossa experiência com as compras é boa recorremos a ela para alívio do stress e aí começa o ciclo.

Consumidoras compulsivas não fazem compras racionais, não necessariamente fazem boas escolhas então, o que se encontra ao entrar no armário delas são peças soltas e que muitas vezes não se encaixam no seu estilo de vida.

Estas mulheres sentem que TEM QUE TER tudo que agrada aos olhos e está ao alcance do cartão de crédito. Enlouquecem com cada lançamento e são capazes de comprar coleções inteiras.

Podem até sair em busca de algo específico, mas o que costuma acontecer é desviar do objetivo primário e voltar para casa com compras diferentes.

Nem todas as compras são escolhas ruins. Existem compradoras compulsivas que fazem escolhas corretas e tem um armário impecável. O que é comum entre elas é a capacidade de justificar para  si mesmas cada compra ainda que não convençam os demais e o sentimento de culpa posterior.

Sim, Ju é um vício.

Comprar roupas é um evento que deixa as mulheres particularmente inebriadas, pois esse tipo de compras valida a feminilidade delas. Os homens tem o mesmo tipo de vício, mas com trabalho e bens que evidenciem grande status, pois o que o homem quer é validar sua masculinidade por meio da potência do carro e da casa que tenha.

Normalmente essa necessidade de validação feminina surge de um profundo sentimento de baixa autoestima, como se a capacidade de se sentir plena estivesse abalada.

Muitas situações podem roubar essa segurança feminina sutil como:

- excesso de trabalho com sobrecarga na agenda.

- falta de atividades leves.

- pouco lazer.

- sentimento de não ser valorizada no seu meio familiar.

- sensação de estar sendo trocada/deixada de lado pelo seu parceiro.

- angústia de se sentir sozinha e azarada.

- medo do futuro.

- receio de passar necessidade.

- tristeza por se sentir feia ou fora do peso (todas sentem isso).

- culpas irracionais.

- carência afetiva.

- raiva de alguém.

- falta de sexo.

- comparação com mulheres da mesma faixa etária e sentir que está 10 anos atrasada

Enfim, poderia enumerar centenas de motivos pelos quais uma mulher se sente desprevilegiada emocionalmente, mas o ponto é a maneira com que ela tenta diminuir sua ansiedade vital.

Comprar dá um prazer momentaneo por mexer com seu imaginário. Ela olha a vitrine e se imagina naquela roupa (mesmo que não caiba) e começa a devanear os estados emocionais desejados: alegria, segurança, contentamento e leveza para se sentir sexy, bonita e valorizada.

O grande problema é quando compra a roupa, corta o cabelo e vê a conta do cartão chegar no começo do mês surge uma nova angústia (dessa vez com causa bem definida) interminável.

Depois de um tempo começa a empilhar roupas desnecessárias que nunca serão usadas, a dívida aumenta a tal ponto que a mulher começa a se sentir inferior de um modo insuportável.

O ciclo de dor aumenta e não pára, pois o novo surto de compras irá criar um falso alívio que será realimentado por outras dívidas.

Essa mulher precisa de uma ajuda imediata para aprender a digerir suas emoções com mais precisão e administrar suas ansiedades, medos e impotências pessoais sem que isso a agrida mais.

Ela precisa de foco, determinação e um plano realista para resolver 3 coisas básicas.

1- Sua inabilidade de lidar com emoções aflitivas.

2- Ajuda de um profissional especializado em lidar com finanças.

3- Ajuda de um consultor de moda para gerenciar aquele guarda-roupa caótico que foi criado por todos os surtos e fazer entender que com as peças certas é possível vestir-se bem e renovar sempre sem necessariamente precisar comprar.

Este texto fala da compulsão por roupas já que se trata de um blog de consultoria de moda, mas poderia ser qualquer outra coisa como jóias, carros, casas, livros, revistas, etc. É o comprar demais que caracteriza a compulsão e não o objeto.

 

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Saiba mais sobre Consultoria de Moda:

O trabalho do Consultor de Moda

Tendências talvez, estilo sempre

Estilo: ou você tem ou desenvolve

Edite seu guarda-roupa 1; limpe seu guarda-roupa

Edite seu guarda-roupa 2: o que eu tenho

 Edite seu guarda-roupa 3: o que eu preciso

Edite seu guarda-roupa 4: o que eu quero 

 

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Tendências talvez, estilo sempre

Consultoria de Moda, Moda

agosto 29, 2012

Tribal, metálico, candy (cor de bala), étnico, neon, floral, paetês, bordados, rendas, brilho, bolsas carteiro, clutch, a tiracolo, com franjas, de couro, metálicas, can can (blusas, saias e vestidos mais curtos na frente). Ufa, enlouquecedor, não é!!!

Eu amo moda, admiro as criações, as invenções, as adaptações, os clássicos repaginados. Fico de olho em todas as tendências, acompanho desfiles, visito lojas com frequência para ver as novidades. Me informo o tempo todo.

Mas, mais do que gostar de moda, eu gosto mesmo é de me vestir bem e de passar a minha identidade através do que visto. Quando as pessoas me procuram para fazer consultoria, elas também buscam dar ao guarda-roupa mais da sua personalidade, da sua identidade como um todo.

Quando encontramos nosso estilo, pisamos firmes na construção de um armário equilibrado, expressivo e representativo de nós mesmos. E aí onde entram as tendências?

A moda é cíclica, se recicla o tempo todo, os desfiles acontecem 4 vezes ao ano. Somos bombardeados com coleções de primavera, verão, outono, inverno, cruise, resort. Tudo muda muito rápido e se não estivermos muito seguros de quem somos e para onde queremos ir também no vestuário, nos perdemos na imensidão de cores, formatos e desejos que permeiam o mundo da moda.

Eu gosto muito da frase de uma psicóloga americana que diz que seguir todas as tendências é como ter um trabalho período integral. A sensação que dá é que estamos por fora por mais que compremos.  Não é só uma sensação, é fato. É impossível seguir todas as tendências simplesmente porque são muitas e mais ainda nem todas são para todos.

Perseguir as tendências é perigoso porque custa caro, angustia, frustra, dá a impressão que não temos nada para vestir, ao passo que estar atualizada dentro do seu estilo próprio custa menos, é mais autêntico e o caminho trilhado é mais seguro.

Os blogs que trazem looks do dia são reflexo de todas as tendências de moda. São inspiradores, tem looks lindos e para por aí. São apenas uma vitrine, não há ditadura. Você NÃO TEM QUE TER NADA do que elas sugerem se não estiver de acordo com quem você é. Pertença a sua própria tribo porque esta é autenticamente você.

E quanto às tendências, analise racionalmente. Contenha o desejo e faça SUAS escolhas. Lembre-se sempre da musa interior que há em você. As fichas estão nas mesas.

Beijos.

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Mais sobre o assunto:

O que significa estar na moda?

Quando algo sai de moda?

Estilo: ou você tem ou desenvolve

Edite seu guarda-roupa 1; limpe seu guarda-roupa

Edite seu guarda-roupa 2: o que eu tenho

 Edite seu guarda-roupa 3: o que eu preciso

Edite seu guarda-roupa 4: o que eu quero 

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Meu guarda-roupa me decepciona

Consultoria de Moda

agosto 28, 2012

A questão do vestuário está ligada a  muito mais coisas do que paramos para analisar e damos real importância. Em um compra, no guarda-roupa de cada e nas escolhas diárias do que vestir, estão presente diversos fatores tais como: desejo, códigos (uniforme, hierarquia), postura (séria, relaxada, formal, casual), autoimagem (como nos vemos), projeção (como queremos ser vistos) e sentimento.

Vou falar especificamente deste último, o sentimento. Você já parou para pensar que ao escolher uma roupa também estamos deixando os sentimentos falarem? Que a maneira como nos sentimos no momento em que pensamos no visual influencia o que vamos vestir?

É muito comum em um dia mais triste escolhermos o preto ou tons sóbrios como o marrom e o cinza e em dias alegres procurarmos cores quentes como o laranja, o vermelho, o verde, o amarelo, etc. O contrário também acontece, para alegrar dias tristes nos vestimos com cores mais quentes ou estampas em uma tentativa de espantar a tristeza.

A mesma coisa acontece com a modelagem. Se em determinado dia nos sentimos mais pesados, procuramos roupas mais folgadas e se no outro nos sentimos mais esbeltos procuramos roupas mais justas.

É o nosso estado de espírito que normalmente comanda estas decisões. Claro que não isoladamente, mas dentro do contexto possível e no espaço permitido a sentimentos. Explico: advogados tem que usar roupas formais para o trabalho, o traje é social e ponto. Mas há diversos tecidos, cortes, modelagem e cores possíveis. Eles podem escolher se o terno é liso ou risca de giz, se a gravata será vermelha ou azul, se o sapato será preto ou marrom. É neste espaço que entra o sentimento e o desejo. É nesta hora que as roupas falarão por nós já que são uma segunda pele e expressam desejos.

Mas, e se não temos um guarda-roupa que diz quem somos, que nos permite sentir e mudar de opinião e ter flexibilidade, que transmite mensagens erradas ao invés de refletir e expressar quem somos?

Alguns vão dizer: eu não quero um guarda-roupa que diga quem eu sou, seria exposição demais.

Eu respondo: sinto muito, mas o seu guarda-roupa vai revelar o seu desconforto com  a exposição também. Mesmo quando ocultamos alguma coisa, estamos revelando algo.

Ter um guarda-roupa que não nos expressa é como ter as palavras e não poder falar ou mesmo que falando usar as palavras erradas. Falar e não ter o pensamento alcançado. Ignorar um poderoso código de comunicação no trabalho, nas relações familiares, com amigos ou amorosas.

Sei que muitos irão discordar do que estou dizendo e tudo bem. Uma coisa é certa, o questionamento se nunca houve, passará a existir.

Se não sabe como mudar o status quo, procure um consultor de moda. Este profissional certamente irá ajudá-lo a se expressar  pelo vestuário.

Beijos.

 

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