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Comments (2) Comportamento

Pessoas largadas

*Por Frederico Mattos e Juliana Cordeiro

“Ele me xingou, eu só revidei”

“Me provocou e tomou de volta.”

“Tem integral, mas vou comer o normal”

“Engorda, e daí?”

“O que importa é a beleza interior.” (mesmo quando não cuida de dentro ou de fora)

“Tem que andar até lá?”

“Tá frio!”

“Preguiça de falar”

“Pega pra mim” (mesmo há 10 cm do objeto desejado)

“Muito caro”

Tá quase lá?

 

Me pergunto o que leva uma pessoa a ter tão pouco empenho nas coisas que faz?

Parece um certo descaso com a própria vida. Se vai fazer comida, apressa os ingredientes, não deixa nada colorido e serve suco velho no copo de requeijão.

Quando é para as visitas “tudo lindo” para os “de casa” vai de qualquer jeito. Parece que nivela as coisas por baixo.

A chamada “lei do menor esforço” guarda um tipo de perigo que muitos ignoram, ela atrofia os “músculos” emocionais. Pense com calma, se você tem uma vida sedentária, opaca e sem curiosidade porque acha que na hora do sexo brotaria uma força alienígena no seu corpo capaz de horas de prazeres tórridos?

A pessoa largada imagina saídas mágicas para problemas complexos e que na maior parte das vezes ocultam o descaso com que trata a sua vida. Dá sempre um jeitinho e trata detalhes importantes como se fossem perfumaria.

Esse tipo de pessoa usa discursos anticapitalistas para desvalorizar os requintes e cuidados especiais que um pouco de esforço pode proporcionar. Leva tudo no improviso e de qualquer jeito.

Quando quer conquistar a pessoa amada fala manso, sorri e balança os braços de um lado para o outro toda meiga. Na hora de falar com a mãe grita como uma anormal. Nivela o amor por baixo e claro, depois de meses de relacionamento vai mostrar as garras para o namorado que se iludiu pela ex-flor-campestre.

É como se fosse um coitadismo autoimposto.

Autopiedade sempre vem acompanhada de autoindulgência, essa é a dupla dinâmica que impede qualquer pessoa de ir além de si mesma na busca de seus objetivos.

É quando você quer fazer uma dieta e logo vem uma voz na sua cabeça dizendo “só hoje não tem problema esse bombom”. De “só hoje” em “só hoje” a balança denuncia a incoerência entre a falsa vontade de emagrecer e o desejo sem ação que olha indignado o próprio corpo fora de forma. Aliás isso serve para dinheiro, trabalho e amor…

Dizem que certa vez um senhor muito distinto estava andando com seu amigo ao lado, foram à uma banca e o senhor pediu o jornal. Recebeu o jornal jogado de qualquer jeito quase no rosto, mas o senhor agradeceu, pagou e desejou bom dia. O amigo indignado esbravejou e questionou o senhor se aquele comportamento era habitual. O senhor afirmou que sim com a cabeça e o amigo recomendou que ele nunca mais voltasse e se assim o fizesse que devolvesse o jornal na cara do homem. O senhor respondeu: “nunca deixarei que um homem violento ou amargo decida como EU tenho que agir. Continuo agindo do mesmo jeito até que ele se convença que não vou ceder à suas provocações. De qualquer modo, eu saio de lá em paz como cheguei.”

Deixar tudo nivelado por baixo é uma forma sutil de desistir do encanto, da beleza, do colorido e da felicidade da vida. É morrer um pouco sem que  se tenha morrido.

A qualidade da sua vida começa em pequenos gestos do cotidiano, da maneira que acordamos até o modo como dormimos.

Imagino que isso deva acontecer também na parte de roupas e consultoria de moda, né Ju?

 

Sim, Fred, e damos justificativas tão estranhas para escolher qualquer roupa.

 

- conforto: desculpa para visuais desleixados como se fosse uma luta por uma causa nobre. Porque abrir mão de um em prol do outro? Normalmente é uma justificativa para a falta de estilo.

 

- tudo bem errar no visual né? Esconde um “eu não sei muito combinar (e não quero me empenhar em aprender) as coisas” então me defendo dizendo: “não ligo muito para isso”.

 

- Argumentam “o visual importa tanto?” Eu traduzo como: “eu não sei o que fazer com o meu visual ou nunca foi o meu forte então diminuo a sua importância.”

 

- Outros questionam, eu preciso mesmo pagar pela marca? Eu respondo, uma marca se constrói com muito trabalho, tradição, credibilidade, inovação e qualidade. É por tudo isso que pagamos.

 

Concorda Fred?

 

Pois é, isso denota que para aquilo que exige pouco da inteligência, força e habilidade a pessoa largada encontra um jeito de fazer e tirar o máximo de benefício, mas para aquilo que vai requisitar mais empenho, tempo e dinheiro ela arranja mil justificativas para não fazer nada mais.

Imagino que não seja o caso de quem está lendo esse texto, a pessoa largada não teria chegado até o final… Para quê ler tudo?

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Uma ajuda para quem quer começar a escolher suas roupas

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  • Ingrid Mariana

    Tocou na ferida!!! Vixi! Cheguei ao fim, ainda tenho que crescer um bocado, valeu a leitura…

  • Cleo

    Aí q alívio, eu cheguei até o final do texto! rs rs