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Comments (0) Acessórios, Bolsas, História, Luxo, Moda, Sapatos

A História das Bolsas parte 6 – século XX e o período entre guerras – por Carmem Munhoz

 

Bolsa Birkin de couro de crocodilo vermelho com detalhes em ouro branco e diamantes, leiloada por US$200 mil em 2011.

A marca Hermès continuou e continua produzindo bolsas do mesmo modo que as produzia desde o início da empresa: 85% dos produtos são feitos à mão, uma por vez. Cada artesão é responsável por todo o processo de confecção de uma bolsa, desde o recebimento do couro até a bolsa totalmente pronta. Hoje, os dez ateliês da grife na França e as quase 300 lojas espalhadas pelo mundo, vendem os 50 mil produtos de 14 categorias. A empresa assina também design de jóias e relógios, bem como artigos de decoração, além de projetos de interiores de jatos executivos, barcos e apartamentos. Um produto Hermès significa longevidade, tradição, exclusividade sem falar na qualidade. Em 2009 vendeu 3 bolsas Birkin no valor de R$120.000,00 cada, na inauguração de sua 1ª loja no Brasil, com 160 m2 no Shopping Cidade Jardim em São Paulo.

Bolsa carteiro: alças longas para deixar as mãos livres.

As guerras diminuem o gosto pela opulência e o exagero. Durante 1ª guerra as mulheres aprendem a viver sozinhas. Os homens estavam nas trincheiras, coube à mulher, forçadamente, conciliar tarefas domésticas, cuidados com os filhos e sustento. As bolsas acompanharam estas necessidades. Utilitárias, resistentes e duráveis as sacolas e bolsas-carteiro com alças longas podiam ser levadas enquanto suas donas pedalavam ou caminhavam para o trabalho, carregando o almoço e a chave de casa entre os outros objetos pessoais.

 

Bolsa Chanel em algodão.

Entre escassez e escombros surge uma grande marca: Chanel. Gabrielle Chanel começou do zero, em um período de desalento. Seu 1º ateliê de chapéus, em Paris, foi em um apartamento emprestado. Acerta nas escolhas e em pouco tempo abre a Maison Chanel. Entra para a história da moda graças as suas criações associadas ao dinamismo feminino. Escolhe tecidos não convencionais para o corpo e acessórios da mulher e cria um look pratico e elegante.

 

Sua Maison fez enorme sucesso, pois atendia os ricos de Paris que queriam novidades, já que foi uma das poucas  que permaneceu aberta. Inovadora, criou a bolsa com alça mesclada em couro e corrente de metal dourado ou prateado, entrelaçados. A famosa bolsa Chanel 2.55 – mês e ano de fabricação, em matelassê, couro forrado e pespontado, em um efeito acolchoado retangular e as letras CC entrelaçadas, ainda o mesmo logotipo até hoje.

As guerras não deixaram imunes nenhum movimento social ou artístico do século XX. Transformou hábitos e costumes. Embora tenha causado incomparável sofrimento, elas trouxeram reformulações e anseios de melhoria de vida pós conflitos. Além de ter trazido os avanços técnicos facilitando a produção com materiais alternativos.

 

Bolsa Gucci com alça de bambu.

Em 1947 a falta de material era enorme. A italiana Gucci que havia aberto suas portas em 1921, criou uma bolsa com alça de bambu. O material alternativo transformou-se em grande sucesso para a marca. Um erro de tingimento causando manchas no couro tornou-se outro ícone da grife. Hoje estabilizada como uma grife de luxo, teve seus altos e baixos ao longo de quase um século de história.

Surgiram outros nomes importantes também como Cartier, Elsa Schiaparelli, Fendi.
Várias bolsas foram eternizadas por suas donas: personalidades importantes em capas de revistas, atrizes de filmes de cinema e princesas estão associadas às suas bolsas preferidas ou especialmente encomendadas por elas.

Eis algumas:

Bolsa Le Trim, 1958 (Hermés) e

Bolsa Jackie O, 1969 (Gucci), para Jacqueline Kennedy Onassis

 

 


Bolsa Birkin, 1984 (Hermés), confeccionada para a cantora e atriz Jane Birkin

 


Bolsa Kelly, 1930 (Hermés), imortalizada em 1956 quando a princesa Grace Kelly apareceu com ela na capa da revista Life.

 

Na próxima semana vamos ver como o cinema influenciou a história das bolsas.

Beijos e até lá!!

 

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Carmem Munhoz é artista plástica, arte-educadora, artesã, ilustradora, pesquisadora e designer de bijus, mãe, esposa, mulher. Ama a vida, a família, seus alunos, e pela arte é apaixonada desde pequena. Algumas das bijus da Carmem podem ser encontradas clicando neste link ou no facebook.

 

Carmem Munhoz no Sem Espartilhos:

A história das bolsas – parte 1

A história das bolsas – parte 2

A história das bolsas – parte 3

A história das bolsas – parte 4

A história das bolsas – parte 5

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