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Compradoras compulsivas

Por Juliana Cordeiro e Frederico Mattos

Muitas mulheres se questionam de onde vem o seu hábito de comprar sem necessidade e como fazer para evitar esse tipo de situação.

Eu e a Juliana escrevemos esse texto para que você possa mudar esse tipo de vício de comportamento do ponto de vista emocional e estético, né Ju?

Nós mulheres em geral compramos porque achamos que precisamos, porque queremos e porque sentimos falta de algo mais. Se a nossa experiência com as compras é boa recorremos a ela para alívio do stress e aí começa o ciclo.

Consumidoras compulsivas não fazem compras racionais, não necessariamente fazem boas escolhas então, o que se encontra ao entrar no armário delas são peças soltas e que muitas vezes não se encaixam no seu estilo de vida.

Estas mulheres sentem que TEM QUE TER tudo que agrada aos olhos e está ao alcance do cartão de crédito. Enlouquecem com cada lançamento e são capazes de comprar coleções inteiras.

Podem até sair em busca de algo específico, mas o que costuma acontecer é desviar do objetivo primário e voltar para casa com compras diferentes.

Nem todas as compras são escolhas ruins. Existem compradoras compulsivas que fazem escolhas corretas e tem um armário impecável. O que é comum entre elas é a capacidade de justificar para  si mesmas cada compra ainda que não convençam os demais e o sentimento de culpa posterior.

Sim, Ju é um vício.

Comprar roupas é um evento que deixa as mulheres particularmente inebriadas, pois esse tipo de compras valida a feminilidade delas. Os homens tem o mesmo tipo de vício, mas com trabalho e bens que evidenciem grande status, pois o que o homem quer é validar sua masculinidade por meio da potência do carro e da casa que tenha.

Normalmente essa necessidade de validação feminina surge de um profundo sentimento de baixa autoestima, como se a capacidade de se sentir plena estivesse abalada.

Muitas situações podem roubar essa segurança feminina sutil como:

– excesso de trabalho com sobrecarga na agenda.

– falta de atividades leves.

– pouco lazer.

– sentimento de não ser valorizada no seu meio familiar.

– sensação de estar sendo trocada/deixada de lado pelo seu parceiro.

– angústia de se sentir sozinha e azarada.

– medo do futuro.

– receio de passar necessidade.

– tristeza por se sentir feia ou fora do peso (todas sentem isso).

– culpas irracionais.

– carência afetiva.

– raiva de alguém.

– falta de sexo.

– comparação com mulheres da mesma faixa etária e sentir que está 10 anos atrasada

Enfim, poderia enumerar centenas de motivos pelos quais uma mulher se sente desprevilegiada emocionalmente, mas o ponto é a maneira com que ela tenta diminuir sua ansiedade vital.

Comprar dá um prazer momentaneo por mexer com seu imaginário. Ela olha a vitrine e se imagina naquela roupa (mesmo que não caiba) e começa a devanear os estados emocionais desejados: alegria, segurança, contentamento e leveza para se sentir sexy, bonita e valorizada.

O grande problema é quando compra a roupa, corta o cabelo e vê a conta do cartão chegar no começo do mês surge uma nova angústia (dessa vez com causa bem definida) interminável.

Depois de um tempo começa a empilhar roupas desnecessárias que nunca serão usadas, a dívida aumenta a tal ponto que a mulher começa a se sentir inferior de um modo insuportável.

O ciclo de dor aumenta e não pára, pois o novo surto de compras irá criar um falso alívio que será realimentado por outras dívidas.

Essa mulher precisa de uma ajuda imediata para aprender a digerir suas emoções com mais precisão e administrar suas ansiedades, medos e impotências pessoais sem que isso a agrida mais.

Ela precisa de foco, determinação e um plano realista para resolver 3 coisas básicas.

1- Sua inabilidade de lidar com emoções aflitivas.

2- Ajuda de um profissional especializado em lidar com finanças.

3- Ajuda de um consultor de moda para gerenciar aquele guarda-roupa caótico que foi criado por todos os surtos e fazer entender que com as peças certas é possível vestir-se bem e renovar sempre sem necessariamente precisar comprar.

Este texto fala da compulsão por roupas já que se trata de um blog de consultoria de moda, mas poderia ser qualquer outra coisa como jóias, carros, casas, livros, revistas, etc. É o comprar demais que caracteriza a compulsão e não o objeto.

 

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