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Comments (2) Comportamento

Pessoas curiosas

* Por Frederico Mattos e Juliana Cordeiro

Sou um curioso nato e acho que essa é uma das características mais importantes que uma pessoa pode ter, até mais que inteligência e criatividade, pois a curiosidade é como se fosse o caminho para as experiências de verdade.

Quem está curioso de quem?

Meu trabalho como psicólogo é simplesmente manter a minha curiosidade viva sobre a pessoa e lentamente fazer com que ela também comece a ser curiosa de si mesma.

As pessoas emocionalmente doentes não são curiosas de si mesmas, aceitam o óbvio e ficam repetindo constantemente os mesmos clichês sobre sua própria personalidade.

“Sou brava”, será que é? Em que momentos é? Com quem é? Qual a situação que provoca raiva? O que é raiva? O que está por trás da raiva? E quando fica calma? O que deixa calma? quem te deixa calma? que situações te deixam calma?

Notem que essas perguntas respondidas levam a pessoa à outro mundo. Depois que tentar responder com saudável curiosidade ela já não será mais a mesma. Já não será ignorante e inconsciente daquilo que trava suas melhores intenções.

O maior inimigo da curiosidade é o “não sei”, mas daquele que diz “não sei, não quero saber e e tenho raiva de quem sabe!”. A pessoa que mata a curiosidade e acha que já tentou de tudo na vida para mudar. Isso seria até ingênuo imaginar, afinal são tantos os caminhos e descaminhos que ninguém realmente tentou tudo antes de desistir. O que a pessoa tentou foram as soluções confortáveis e que não confrontassem seu mundinho previsível.

A pessoa curiosa nunca irá se saciar com as respostas óbvias. Diante de um obstáculo ela vai tentar movimentar todas as variáveis antes de desistir. “Estou infeliz”, ok, o que ela pode mudar ao redor de sua vida que tornará a vida dela menos infeliz? Todas as variáveis já foram questionadas? Trabalho, casamento, corpo, modo de pensar, modo de vida, hábitos emocionais, amigos e infinitas possibilidades.

O curioso sempre tem um dicionário, um google, livros e uma pergunta em mente para fazer para quem sabe mais do que ele.

A curiosidade mata a inveja, pois o invejoso não gosta de perguntar nada para não dar o braço a torcer que o outro tem um conhecimento que ele não tem. Seu orgulho o impede de se transformar.

O curioso pechincha, afinal ninguém vai morrer se questionado sobre certo valor. Quanto é? Dá para parcelar? Como posso pagar isso? Posso trocar serviço?

As pessoas não são treinadas a perguntar ou questionar como se isso fosse uma ofensa. É uma ofensa para as pessoas que se acham inquestionáveis. Mas isso não se pode adivinhar.

“Estou me sentindo mal”, comece pelo mais aparente e depois vá aprofundando. É a aparência que incomoda? A roupa? O corpo?

O curioso não vai querer morrer cedo, pois ele tem a curiosidade de saber como será o dia de amanhã. Ele também não se entrega, pois tem curiosidade em saber como um problema vai se desenrolar. Ele é uma testemunha feliz da própria vida.

Imagino que a curiosidade saudável deva ser fundamental para quem que mudar o guarda-roupa, né Ju?

Sim, Fred. É assim também com o guarda-roupa. A curiosidade faz a gente mergulhar em nós mesmos para desvendar nosso estilo, descobrir o que nos convém, entrar numa loja nova, experimentar tendências, adequar a moda ao nosso biotipo.

O questionamento nos dá a oportunidade de criar, de nos reinventar. Pensar em uma peça de tantas formas diversas, multiplicar o guarda-roupa e as maneiras de nos olharmos de frente para o espelho. (de lado e de costas também). Lidamos com objetos reais, sem fantasias e concretizamos inúmeras possibilidades porque o conhecimento nos direciona para compras corretas.

A curiosidade também nos leva a buscar referências tantas quantas podemos, procuramos semelhança de identidade em revistas, blogs, pessoas nas ruas, tudo para ampliar nosso repertório. O caminho fica aberto e inesgotável a experiências distintas o tempo todo e daí passamos a ver e usar as roupas de maneira diferente. Compramos com mais critérios, descartamos sem tantas dúvidas.

É a curiosidade que nos impede, por exemplo, de usar sempre a mesma coisa. É ela que nos avisa que a aparência está chata,monótona e que precisamos inovar. Nós mudamos com o tempo, o guarda-roupa precisa acompanhar a mudança. SIM, a curiosidade é HIPER bem-vinda no guarda-roupa.

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  • Karen Bagatini

    O ruim é que tem pessoas que se incomodam com nossos inúmeros porquês, por isso pesquiso mais na internet..

  • Sabrina Galdino

    O problema é quando as pessoas ao invés de usar a curiosidade para sua vida, foca na vida dos outros. Aí cada um tem sua vida particular, acredito que a pessoa tem que “se tocar e se policiar”, diminuindo suas perguntas, pois não é de sua conta.