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Comments (0) Comportamento

A construção de um novo eu por Frederico Mattos

Quando ouço queixas das pessoas sobre sua vida e personalidade percebo quais são os padrões de comportamento que criam o tipo de problema que as aborrecem.

Elas estão travadas num jeito de falar, agir, amar, vestir, trabalhar, transar que cria um cenário para a constatação terrível: “Não aguento mais!”

No entanto, quando o comportamento desastroso é evidenciado, apontado ou destacado a pessoa reage: “esse sou eu!”. Minha resposta é sempre sutil: “sim, esse é você e isso não está te levando a nenhum lugar diferente do que se queixa!”

Como uma borboleta

Como uma borboleta

A pessoa nem percebe mas está defendendo aquilo que condena. Sabe que o seu jeito de ser pode ser intragável, prejudicial e tóxico, mas quando confrontada com isso rebate e se defende no direito de ser daquele jeito.

Eu penso: “ok, ela tem todo o direito de ser assim, mas o que ela está realmente defendendo?”

Normalmente a conclusão que chego é que ela está defendendo a segurança e a previsibilidade daquele jeito problemático. Ter uma personalidade difícil pode ser um problema, mas na maior parte das vezes aquele foi o único jeito que ela se virou por toda uma vida. É quase como se protegesse de um inimigo que tenta arrancar sua jóia preciosa.

Diante da necessidade da mudança é como se ela traísse uma tradição honrosa que remete aos seus pais, sua infância e sua vida. É como se tivesse que assumir que errou e foi um fracasso.

A triste realidade é que por mais que resista realmente precisará admitir que daquele jeito não funcionou.

Mas agora o desafio está lançado, pois precisa começar quase do zero e nem todos tem a paciência e a humildade de retomar o fôlego e aprender o B-A-BA. No momento da reeducação a tendência a persistir no mesmo padrão antigo é quase irresistível, pois vem a ilusão de que algumas vezes aquilo funcionou. Pode ter funcionado em algumas situações, mas no quadro geral foi um fiasco.

Desde a hora de se vestir, de lidar com os relacionamentos, com o dinheiro e com a vida ela terá que erguer novas estruturas. Precisa começar logo, antes tarde do que mais tarde.

O primeiro passo é a decisão firme de construir uma nova realidade e abandonar dia após dia os traços do antigo EU que lentamente vai se despedir. Para o eu velho talvez seja uma vida menos intensa, mas no resultado final pode ter certeza que surgirá um sorriso no rosto.

Nem todos aceitam esse desafio. Você aceita?

 

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Meu convite, da Juliana e do Eduardo Amuri é que você passe um dia todo conosco revendo, revisitando e lançando as bases dessa nova estrutura.

Dia 20 de abril das 9h as 17h. Clique aqui para saber mais e se inscrever: http://eventick.com.br/autoestimafaj

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