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Minha gravidez – serie de 3 posts

autoestima, Comportamento, Confissões

fevereiro 20, 2017

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado e atividades ao ar livre

À direita com 20 semanas e à esquerda com 34 semanas.

 

Gente, fazia tempo que não escrevia aqui no blog né. Tenho usado muito o insta porque é mais rápido, prático. Me sigam lá para não perderem nada, tá. Não vou nem prometer que voltarei a postar textos porque agora com a maternidade, o tempo ficou ainda mais curto. O que eu posso dizer é que além deste, estou escrevendo outros dois textos. :-)

- Guarda-roupa na gravidez: como adaptei as minhas peças e mantive meu estilo e elegância;

- Guarda-roupa na amamentação: o que dá e o que não dá para usar – nem só de camisas vive uma mãe;

Então vamos lá.

A primeira coisa que eu tenho que confessar: eu morria de medo de engravidar. Quanto mais eu pensava sobre o assunto, quanto mais eu lia, menos eu tinha vontade de passar pelo processo. O livro que escolhi para ler se chama: A Bíblia da gravidez” é tão detalhado que eu cheguei à conclusão de que TUDO pode acontecer na gravidez. Então, parei de ler. Mesmo porque cada mulher é uma, cada gravidez se desenvolve de um jeito.

Eu tentei ser o mais honesta possível no meu relato porque há muito idealismo acerca de gravidez e maternidade e eu acho que a gente precisa ter consciência do processo para poder lidar com ele da melhor maneira, poder falar abertamente das encanações, dos medos e ainda assim decidir ir adiante na decisão de engravidar (ou não). Seu corpo, suas escolhas.

As minhas aflições:

- o meu corpo ia mudar. Eu sempre fui encanada com o tamanho de meu quadril e me imaginei ficando enorme. Mesmo. O obstetra me dizia que não, que a minha estrutura era longilínea. Eu duvidei disso todos os dias da gravidez; E, de fato, não fiquei grande como imaginava. Foram 10 kilos em 37 semanas. Acho que chegaria fácil a 12 -13 se a gravidez tivesse ido até as 40 semanas. Ok para a minha estrutura corporal.

- estrias na barriga. Isso me apavorava. Todo mundo tem uma parte do corpo que gosta mais né. Eu gosto da minha barriga e imaginá-la com estrias me deixava triste. Não tive. Tinha certeza que isso iria acontecer. Minha dermato dizia que não porque eu tenho o hábito de hidratar a pele há muito tempo. este é um dos segredos. manter a pele sempre bem hidratada. Durante a gravidez, intensifiquei a hidratação. Fui alternando três produtos:

1. Óleo Johnson’s puro. Uso no banho há muitos anos e mantive durante a gravidez.

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2. Hidratante concentrado de leite da L’occitane. Este hidratante é o melhor que eu já usei. E olha que já provei muitos. Hidrata sem deixar a pele melecada. A pele fica levemente brilhosa e macia demais. É bem caro mas se você puder comprar, vale cada real pago.

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3. Mustela Maternité – prevenção de estrias. Segundo o fabricante, este creme, além de aumentar a resistência contra o surgimento das estrias, hidrata e nutre profundamente a pele. Pode ser usado também durante a amamentação. Ele é bem meladinho, mas ótimo mesmo. Não é o meu favorito por conta do cheiro.

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- minha pele poderia manchar. Todas as mulheres correm este risco. No meu caso, os três primeiros meses foram tensos. A pele ficou oleosa, tive bastante espinha e a pele manchou um pouco sim. Fiz tratamento com luz pulsada que era a única coisa que a dermato recomendava com segurança e as manchinhas foram amenizando. Super reforcei o uso de protetor solar. Uso este com cor da Vichy. Deixa a pele bem iluminada. Adoro. O cabelo ficou oleoso também e fui testando alguns shampoos. O que melhor funcionou foi o Bain Satin 1 da Kerastase.

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- cada semana que passava, eu perdia uma peça de roupa. Ficou bem mais difícil preparar a arara da semana ( tem vídeo também) porque não sabia o que ia servir ou não. Além da barriga, os peitos aumentaram também. Vou falar mais sobre isso no 2o post da serie. Gravidez e o guarda-roupa.

- não tive enjoo mas tive muito mal-estar até a 12a semana. Muito, muito, muito sono, cansaço, desânimo, mau-humor. Cheguei a achar que estava com depressão, mas era só gravidez mesmo. Ufa!!

- da 12a semana em diante, tudo lindo. Bem-estar, pelo e cabelos de volta ao normal, muita energia. Voltei a fazer atividade física. Este bem estar todo durou até a 30a, 31a semana.

- finalzinho de gravidez: cansaço, mais falta de ar, sensação de bexiga cheia o tempo todo, barriga dura, dificuldade para dormir (tive momentos de insônia a gravidez toda), dificuldade para levantar da cama. Atividade física mais restrita.

Na 35a semana descobrimos que a Nina estava com restrição de crescimento. Isso significa que a nutrição dela estava comprometida. A placenta não estava dando conta. A parte respiratória estava perfeita, mas o alimento não estava chegando na quantidade ideal. Ficamos bastante preocupados e chateados. Tivemos que monitorar mais de perto com ultrassom 2x na semana e obstetra semanalmente.

No comecinho da 36a semana, tive um pico de pressão alta 18 por 11 e soubemos que a causa da restrição de crescimento se devia justamente por causa da hipertensão gestacional. O liquido amniótico já tinha baixado bem e a Nina que estava prevista para 30/01 poderia antecipar umas duas semanas. Semana difícil. Tive que tomar remédio para pressão, fazer repouso, me afastar do trabalho, comer muita proteína e medir a pressão algumas vezes ao dia.

Como ela estava ainda com cerca de 2.100, tentaríamos segurar mais duas semanas para tentar que ela chegasse a 2.5kg.

Não deu. No dia 09/01 fui fazer todos os exames de monitoramento (ultrassom com doppler, cardiotoque, sangue e urina) e novamente a pressão oscilou. Juntando esta instabilidade, liquido amniótico mais baixo e ganho de peso não suficiente, o meu obstetra decidiu antecipar o parto para evitar sofrimento para ela e risco para mim.

Nina veio ao mundo no dia 09/01/17 às 16:43 com 2.225kg e 43.5cm. Nasceu perfeita e com muita saúde. Parto cesárea.

Aliás, este era outro momento que me causava pânico: o parto.

Eu sempre achei que iria optar pela cesárea. E aí, durante a gestação tive dúvidas. Pensei em fazer parto normal. Os dois me assustavam. A cesárea por ser uma cirurgia. O parto normal pela duração, espera, dores enfim!! Nenhum dos dois me deixava tranquila. Para mim, o parto normal não tem nada de normal. E acho uma decisão muito, muito pessoal e que não cabe interferência, só apoio.

A equipe do meu obstetra foi extremamente atenciosa, carinhosa e habilidosa. Me acalmaram, conversaram comigo sobre cada passo. e eu fui relaxando. O desconforto maior é o da anestesia. A paralisia do abdome para baixo é uma sensação horrível. Na ansiedade parece que falta o ar, mas ele está ali. É só se acalmar.

A hora que o Fred, meu marido, entrou na sala eu fiquei ainda mais tranquila também. A presença dele sempre me acalma.

E aí, o momento esperado nas longas semanas de gestação: o nascimento.

Eu ouvi um chorinho rouco e as palavras do medico, que foram: Meu Deus, que coisinha mais bonitinha. A Nina foi uma surpresa para nós. Não conseguimos vê-la no ultrassom. Ela estava sempre com a mão na frente do rosto.

Ver o rostinho do seu bebe é mesmo uma emoção única. Naquele momento, ele transforma você. A minha vida nunca mais seria a mesma. Eu jamais conseguiria esquecer aquela carinha. É mágico. Para mim, o amor nasce ali ou se concretiza. Sei lá. E o que eu mais queria era cheirar. É puro instinto. Experiência única, marcante, transformadora.

Nina já está com 5 semanas de vida e o amor vai crescendo junto com ela. Vamos sobrevivendo uma a outra, aprendendo uma com a outra. Nos testando, nos amando e às vezes nos chateando. E vai ser assim, né?

Acho que a maternidade é uma grande descoberta. Nascimento e renascimento.

Espero que o relato tenha sido válido. Lembrem que esta é só a minha experiência. Cada mulher tem um jeito de vive-la. ;-)

No segundo post desta serie vou falar dos desafios do guarda-roupa na gestação e como contornei sem perder meu estilo e mantendo a elegância.

Beijos.

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Tem canal no youtube para você assistir um monte de video com dicas bem legais. É só clicar no link. Corre lá!!

Juliana Cordeiro

 

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autoaceitacao final

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Finja até que você se torne – Parte 3 – autoaceitação

autoestima, Comportamento, Confissões

abril 7, 2015

Por Juliana Cordeiro

Consultora de Estilo Pessoal

 

autoaceitação

 

Eu briguei com a minha imperfeição durante muitos anos, gastei dinheiro, energia, tempo.

Este terceiro texto da série “Finja até que você se torne” que escrevi para o Blog “Sobre a Vida” fala de amor próprio e aceitação.

Tem alguém aí que se olha no espelho e fica querendo ser diferente?

Leiam e reflitam tá.

Beijo.
http://www.sobreavida.com.br/…/finja-ate-que-voce-se-torne…/

Ah,

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Festa

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Depoimento: Um ano após a consultoria

autoestima, Confissões, Depoimentos

fevereiro 24, 2015

Há exatamente um ano, fiz uma consultoria de estilo completa com a Ju.

Achei interessante trazer esse depoimento para mostrar que a consultoria é como um catalisador,  acelerando a mudança latente em nós, e como as coisas vão se sedimentando e amadurecendo depois.

Meu estilo ficou mais sofisticado após a consultoria e ainda faço progressos (dentro das limitações da minha rotina de trabalho). Busco me expressar elegante e poderosa e ao mesmo tempo busco me tornar mais leve e jovial.

Não tenho mais quase NENHUMA peça da época da consultoria (exceto as peças da etapa de compras, claro).

Explico: a limpeza durante a consultoria foi o “pontapé inicial” para eu continuar me aprimorando.

Por falar em “pontapé inicial”, a injeção de autoestima que tive na época foi importante para iniciar uma reeducação alimentar bem bacana. Emagreci bastante (10kg) e isso contribuiu para que me sentisse ainda melhor na minha própria pele.

Passei a comprar menos e melhor.

Importante: adquiri coragem para gastar mais numa peça-chave, pois sei como e por que fará diferença. Até meu olhar sobre editoriais de moda mudou! Antes eu achava que a moda era de certa forma “intangível”, pois pouca coisa iria de fato funcionar no meu corpo e na minha rotina (pura desculpa para não ousar).
Agora que tenho mais conhecimento (sempre fui mega cdf e até hoje sinto necessidade de regras e lógica para algumas decisões), me sinto bem mais segura para gastar, combinar e ousar nas escolhas de roupas. Tinha mania de “combinar demais” e isso acrescentava previsibilidade, idade e caretice aos meus looks.
Frescor e leveza sempre foram desafios para mim.
Pasmem: ganhei um par de alpargatas que amo de paixão! Justo eu que tinha “banido” o bico redondo… Lição: nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Meu desafio fashion atual é adotar pelo menos uma tendência por ano. Regra de ouro: desde que me favoreça! Em 2014 adotei o kimono e aos poucos estou aprendendo a usá-lo (terceira peça é ótima mas super desafiadora para quem usa jaleco no trabalho). Ah! Já ia me esquecendo do macacão… Peça-delícia que alonga e salva naqueles dias de preguiça de pensar!

A tal “preguiça de pensar” foi minimizada com a “arara da semana”. Uso a arara sem moderação, que é para não ficar repetindo os looks favoritos e para  me obrigar a criar combinações novas. Confesso que já tive que “esconder” algumas peças para parar de usá-las um pouco.

Capítulo das calças:
Meu ponto mais fraco eram as calças. Como tenho sobrepeso, só conseguia usar preto ou jeans escuro. Meu guarda-roupa se assemelhava ao da Mônica (personagem dos quadrinhos de Mauricio de Souza) quando ela abria o armário e só tinha os famosos vestidos vermelhos todos iguais. Antes da consultoria, comecei a ousar nas blusas e arrisquei até estampas. Os looks ficavam com calças quase iguais, variando as blusas. Não funcionou bem porque o guarda-roupa ficou sem flexibilidade, sem criatividade e ainda por cima enjoo rápido de estampas.
A Ju me ajudou a me libertar do jeans e me abriu outras possibilidades (inclusive a minha preferida: calça de onça!). Depois tentei algumas calças coloridas mas não me adaptei. Erros e acertos do meu percurso fashion. A busca não parou. Meu recorde atual são três “transgressões” numa mesma peça: uma calça jeans clara, cropped e rasgada! Faço o tal look “high-low” com a calça “transgressora” associada a blusas de seda.
Percebi que modo de usar faz a peça mais ou menos “envelhecedora” ou “careta”, não a peça em si.
Hoje, pela regra do 5:1 (5 partes de cima combinando com cada parte de baixo), entendi que calças estampadas são boas nessa proporção e também no desejo de variar (já que vestidos e saias não são meu forte).

O saldo do ano pós consultoria foi muito positivo no vestuário e na vida como um todo. Melhorar meu modo de vestir melhorou muito meu olhar sobre mim. Busco cada vez mais generosidade, amor e aceitação na relação com meu corpo. Todas essas coisas boas se refletiram na dieta, no trabalho, nas finanças e até na vida amorosa.

Planejo fazer outra consultoria (com a Ju) para lapidar e sofisticar ainda mais as minhas escolhas de roupa, de cabelo, de maquiagem e (por que não?) de vida. Quanto mais conhecimento se tem, mais se adquire (algo exponencial).
Beijos!
Fla

P.S.: Obrigada, Ju! A admiração que sinto por você me levou até a consultoria e gerou uma grande e profunda amizade!

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saialonga

calçarasgada

rendaverde

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Veja mais depoimentos de consultoria:

Consultoria compacta – Paty

Consultoria completa

Como a arara da semana mudou a minha vida

Depoimento de uma ex-básica

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Brinque com as suas formas

Confissões, Consultoria de Moda

setembro 30, 2014

Eu acho incrível observar como é possível mudarmos o corpo apenas escolhendo as peças certas para isso. Esta certamente foi uma das razões mais importantes para eu decidir estudar para ser Consultora de Estilo. As roupas (tecidos, cortes, cores, proporções) e acessórios são aliados importantíssimos para criarmos formas, brincar com proporções, colocar foco nas partes do corpo que gostamos e tirar o foco daquelas que queremos esconder.

Eu passei muito tempo da minha querendo ter um corpo que não era meu, admirando os corpos que apareciam nas revistas e nos filmes, me achando grande, larga, me escondendo. A abertura para amar o meu corpo, entende-lo e olhar para ele como ele é e gostar do que eu vejo é um exercício diário.

Ultimamente eu tenho me dedicado a praticar a compaixão, que na minha maneira de ver é a única possibilidade de nos amarmos de verdade com todos os defeitos que nos incomodam. Outra coisa que tem me ajudado é aceitar a opinião dos outros sobre mim, a receber os elogios e não a rebate-los com a ideia mental que eu tenho de mim mesma.

Eu tenho pensado que este caminho um dia irá me libertar de todos os preconceitos e julgamentos que eu construí a meu respeito durante os 34, quase 35 anos da minha vida. E enquanto você estiver no caminho, finja que já chegou lá (leia mais).

E só para não perder o foco, olha o que este colete faz pela minha silhueta:

- o colete desvia o olhar só para ele. É grande, peludo, ocupa espaço, chama a atenção.

- todo o resto fica menor perto da grandiosidade dele.

- o meu quadril (parte que eu mais invoco) e as minhas pernas (segunda parte que eu mais invoco) ficam super pequenas se comparadas a ele.

É este o exercício. É possível ser super feliz vestindo o SEU corpo. Isso não é papo furado, eu testo tudo que eu conto para vocês aqui em mim mesma.

E para se aprofundar mais ainda no assunto, tem um monte de textos muito legais aqui no blog. É só clicar nos links abaixo, ler e praticar :-)

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Mais sobre corpos e formas:

1. tipo físico ideal

2. tipo físico triângulo

3. tipo físico triângulo invertido

4. tipo físico redondo ou oval

5. tipo físico retangular

6. tipo físico ampulheta

7. tipo físico diamante

 

Mais temas:

Não tenho nada para usar

Experimente doar

Sua verdade é imbatível

Quando a sua mãe diz que é gorda

Use cores para substituir estampas

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A roupa insipira VIDA – Flavia Diniz Valadares

autoestima, Confissões, Depoimentos

maio 19, 2014

No ano passado, postei um texto que falava de como as roupas que vestimos influenciam nosso comportamento (clique aqui para ler). Foi baseado em um estudo científico que observou como as pessoas executavam tarefas vestidas de um jeito A ou B. Este estudo comprovou algumas impressões que eu tinha sobre mim mesma e as minhas atitudes.

Conversando com a Flávia um dia desses ela compartilhou que em diversas situações o que ela vestia a inspirava a dar uma aula melhor ou a ajudava a ter mais inspiração para preparar uma palestra. Foi aí que surgiu a ideia deste texto onde ela divide com a gente como o que ela veste deixa a mente e a vida mais iluminada.

Espero que gostem!!!

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A influência do nosso humor, estilo e escolhas de vida no nosso guarda-roupa e óbvia. A outra via da mão dupla externo-interno é um pouco menos óbvia… O uso dessa via pode nos ajudar muito. Este texto nada tem de filosófico, são exemplos práticos de como a roupa (externo) me inspirou comportamentos e criou (pasmem: CRIOU!) situações na minha vida.

Quando compro uma roupa nova, logo vem a vontade de criar uma situação para usá-la: trabalho, congresso, palestra, festa, jantar com amigos, etc. Há cerca de dois anos, estive tão empolgada com meus vestidos fresquinhos de verão que passei a gostar mais de sair – vivi uma fase quase “baladeira” por uns meses. Até meu aniversário fica mais interessante quando produzo um look novo para usar na comemoração. Aliás, minha vontade de comemora-lo e proporcional a minha empolgação com a roupa nova especial para a ocasião.

Quando saí da cidade que eu amava profundamente (longe da qual eu não imaginava viver), me desfiz de 3/4 (isso mesmo: 75%!) do meu guarda-roupa para me mudar. Essa atitude era para me trazer leveza, mas acabou me trazendo muita aridez. Meu novo guarda-roupa excessivamente básico, prático e voltado 99% para o trabalho contribuiu para que minha nova vida fosse excessivamente básica, prática e 99% voltada para o trabalho.

Hoje vejo como minhas escolhas de vida e de guarda-roupa poderiam ter sido mais leves, flexíveis e divertidas… Não dou mais nenhum crédito a geografia, pois levo a felicidade comigo a toda parte. O aprendizado que tirei daquela fase me ajudou a valorizar e redobrar o glamour no dia-a-dia. A praticidade continua…mas aos poucos vou floreando a roupa e a vida.

Quando fiz concurso para o cargo de professora universitária, usei um par de sapatos de salto baixo que eu amava demais e construí meu papel através deles. Eu me visualizava dando aulas com os tais sapatos e me sentia de fato professora. Complicado explicar como aconteceu mas de fato um objeto externo me trouxe uma sensação interna. Mais ainda: o objeto me ajudou a produzir um resultado prático (aprovação no concurso).

Aprofundei-me de tal forma no exemplo anterior que quando sou chamada para alguma palestra, antes de preparar o conteúdo, crio o look que usarei e este look me traz minha inspiração para elaborar a apresentação. A empolgação em criar o look se converte em empolgação para criar o material didático. Penso assim: a aula tem que ser mais maravilhosa que o visual, pois é o objetivo final, então capricharei em dobro!

Moral da história: precisa tomar uma decisão importante, arrume seu armário! Organização física traz organização mental. Precisa de autoconfiança e bem-estar, vista-se bem! Num dia ruim, faça as unhas (cabelo, maquiagem, depilação, massagem, corrida, malhação, whatever…) para que a melhora externa se propague para dentro. As pequenas mudanças externas são infinitamente mais fáceis de fazermos e o resultado e infinitamente mais amplo. Lembrando: essa separação interno-externo só existe na nossa mente… Bora praticar!

P.S.: O meu maior ganho com a valorização do meu vestir não foi em inspiração, tampouco em quaisquer resultados de conquistas. A roupa me trouxe equilíbrio. Não só aquele clichê entre equilibrar a vida material e a vida espiritual. A roupa me ajuda a focar no presente (literalmente através das sensações táteis). Viver com o corpo e a mente no presente me tirou as tristezas do passado e as ansiedades do futuro. Nada melhor que ocupar-se em vez de pre-ocupar-se!

Beijos!
Flavia

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Este look foi construído a partir do lenço e me inspirou a fazer uma das minhas apresentações.

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Look que usarei no meu aniversário

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Como sou alérgica à metais, os lenços são uma forma de colorir todos os meus looks. Este em especial me deu inspiração para escrever uma das apresentações que fiz recentemente.

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Flavia Diniz Valadares é bastante médica, muito cirurgiã, bastante oncologista, aprendendo a ensinar, curiosa demais da conta, multifuncional, sempre em mutação, aprendendo a amar a si e aos outros.

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