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A História das Bolsas parte 6 – século XX e o período entre guerras – por Carmem Munhoz

Acessórios, Bolsas, História, Luxo, Moda, Sapatos

agosto 24, 2012

 

Bolsa Birkin de couro de crocodilo vermelho com detalhes em ouro branco e diamantes, leiloada por US$200 mil em 2011.

A marca Hermès continuou e continua produzindo bolsas do mesmo modo que as produzia desde o início da empresa: 85% dos produtos são feitos à mão, uma por vez. Cada artesão é responsável por todo o processo de confecção de uma bolsa, desde o recebimento do couro até a bolsa totalmente pronta. Hoje, os dez ateliês da grife na França e as quase 300 lojas espalhadas pelo mundo, vendem os 50 mil produtos de 14 categorias. A empresa assina também design de jóias e relógios, bem como artigos de decoração, além de projetos de interiores de jatos executivos, barcos e apartamentos. Um produto Hermès significa longevidade, tradição, exclusividade sem falar na qualidade. Em 2009 vendeu 3 bolsas Birkin no valor de R$120.000,00 cada, na inauguração de sua 1ª loja no Brasil, com 160 m2 no Shopping Cidade Jardim em São Paulo.

Bolsa carteiro: alças longas para deixar as mãos livres.

As guerras diminuem o gosto pela opulência e o exagero. Durante 1ª guerra as mulheres aprendem a viver sozinhas. Os homens estavam nas trincheiras, coube à mulher, forçadamente, conciliar tarefas domésticas, cuidados com os filhos e sustento. As bolsas acompanharam estas necessidades. Utilitárias, resistentes e duráveis as sacolas e bolsas-carteiro com alças longas podiam ser levadas enquanto suas donas pedalavam ou caminhavam para o trabalho, carregando o almoço e a chave de casa entre os outros objetos pessoais.

 

Bolsa Chanel em algodão.

Entre escassez e escombros surge uma grande marca: Chanel. Gabrielle Chanel começou do zero, em um período de desalento. Seu 1º ateliê de chapéus, em Paris, foi em um apartamento emprestado. Acerta nas escolhas e em pouco tempo abre a Maison Chanel. Entra para a história da moda graças as suas criações associadas ao dinamismo feminino. Escolhe tecidos não convencionais para o corpo e acessórios da mulher e cria um look pratico e elegante.

 

Sua Maison fez enorme sucesso, pois atendia os ricos de Paris que queriam novidades, já que foi uma das poucas  que permaneceu aberta. Inovadora, criou a bolsa com alça mesclada em couro e corrente de metal dourado ou prateado, entrelaçados. A famosa bolsa Chanel 2.55 – mês e ano de fabricação, em matelassê, couro forrado e pespontado, em um efeito acolchoado retangular e as letras CC entrelaçadas, ainda o mesmo logotipo até hoje.

As guerras não deixaram imunes nenhum movimento social ou artístico do século XX. Transformou hábitos e costumes. Embora tenha causado incomparável sofrimento, elas trouxeram reformulações e anseios de melhoria de vida pós conflitos. Além de ter trazido os avanços técnicos facilitando a produção com materiais alternativos.

 

Bolsa Gucci com alça de bambu.

Em 1947 a falta de material era enorme. A italiana Gucci que havia aberto suas portas em 1921, criou uma bolsa com alça de bambu. O material alternativo transformou-se em grande sucesso para a marca. Um erro de tingimento causando manchas no couro tornou-se outro ícone da grife. Hoje estabilizada como uma grife de luxo, teve seus altos e baixos ao longo de quase um século de história.

Surgiram outros nomes importantes também como Cartier, Elsa Schiaparelli, Fendi.
Várias bolsas foram eternizadas por suas donas: personalidades importantes em capas de revistas, atrizes de filmes de cinema e princesas estão associadas às suas bolsas preferidas ou especialmente encomendadas por elas.

Eis algumas:

Bolsa Le Trim, 1958 (Hermés) e

Bolsa Jackie O, 1969 (Gucci), para Jacqueline Kennedy Onassis

 

 


Bolsa Birkin, 1984 (Hermés), confeccionada para a cantora e atriz Jane Birkin

 


Bolsa Kelly, 1930 (Hermés), imortalizada em 1956 quando a princesa Grace Kelly apareceu com ela na capa da revista Life.

 

Na próxima semana vamos ver como o cinema influenciou a história das bolsas.

Beijos e até lá!!

 

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Carmem Munhoz é artista plástica, arte-educadora, artesã, ilustradora, pesquisadora e designer de bijus, mãe, esposa, mulher. Ama a vida, a família, seus alunos, e pela arte é apaixonada desde pequena. Algumas das bijus da Carmem podem ser encontradas clicando neste link ou no facebook.

 

Carmem Munhoz no Sem Espartilhos:

A história das bolsas – parte 1

A história das bolsas – parte 2

A história das bolsas – parte 3

A história das bolsas – parte 4

A história das bolsas – parte 5

Minha história com o crochê

Como usar um maxi colar

Fashion Rio

 

Mais sobre bolsas:

Eu preciso de uma bolsa de marca?

Como guardar suas bolsas

 

Sobre manutenção:

A importância do armário organizado

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Como guardar suas roupas: fotos

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Guarda-roupa planejado

 

 

 

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Palavra de Michael Kors…

Consultoria de Moda, Estilistas, Moda

junho 7, 2012


Michael Kors é um estilista americano que iniciou sua carreira aos 19 anos desenhando e comercializando suas criações na renomada butique Lothar’s em Nova York. O sucesso foi tanto que em 1981 a marca Michael Kors foi criada.

Desde então, foi só sucesso. Em 2001, a marca lançou acessórios como bolsas, cintos e a linha de óculos. Os relógios da marca fazem muito sucesso entra as brasileiras. Desde 2002, a marca conta também com uma linha completa para homens.

E se ele fala, nós escutamos:

1. Compre roupas de acordo com a sua SILHUETA. As formas dos anos 1950 ficam ótimas em mulheres encorpadas, os dos anos 60, nas magras, e os dos anos 70 são ideais para aquelas com pouco busto.


Anos 50, Christian Dior e o seu “new look”, leia mais


Anos 60, mulheres magérrimas, leia mais


Anos 70, profusão de cores, leia mais

2. Compre jaquetas e casacos de alfaiataria e calças de CORES NEUTRAS.

3. TENDÊNCIAS não são decretos. Eu não poderia concordar mais. A moda é democrática!!!

4. Cada designer tem um tipo de MODELAGEM. Por isso, não fique presa a uma mesma modelagem.

Não há problema quando os números são menores, mas se temos que comprar um número maior mesmo sabendo que a modelagem de determinada marca é menor, ai ai ai…. Meninas, relaxem e escutem o está dizendo o Michael Kors. A modelagem é diferente!!!

5. Invista em ALFAIATARIA.

6. Um CINTO masculino quebra a doçura de um vestido ou uma saia de seda.

7. Faça um MIX de peças. Use algo delicado com algo exagerado, como um blazer sobre um vestido.

8. CORES VIVAS em peças simples. Formas novas em cores clássicas: preto, cinza, azul-marinho, cáqui e branco.

9. Braços cobertos, com pernas de fora. Combine calças com decotes profundos. Vestidos mais comportados com SAPATOS EXTRAVAGANTES.


10. Óculos AVIADOR. Um clássico. 

O primeiro aviador foi lançado pela Ray Ban, mas hoje praticamente todas as marcas tem o seu modelo.

11. BRACELETES largos e anéis oversized são mais fáceis de usar do que colares e brincos chamativos.

Eu super concordo!!! Uso os braceletes e anéis grandes o tempo todo.

Os colares eu deixo para quando quero quebrar uma peça muito clássica e os brincos para a noite, mas isso não é uma regra.

12. Encontre uma CELEBRIDADE que tenha uma silhueta e estilo parecido com os seus.

Eu, particularmente nao tenho uma eleita não.
13. COURO para bolsas, sapatos e cintos. São peças neutras e que ficam melhores com o tempo.

14. FLATS metalizados vão com tudo.


Eu adooooroooo. As minhas já andam sozinhas!!!!15. Comprar sempre a última tendência não vai torná-la ESTILOSA.

Cuidado com as tendências. Ninguém precisa ter tudo, nem sair vestindo tudo que está nas vitrines.O importante mesmo é saber o que fica bem em você, entender o que veste melhor o seu corpo e as cores que a fazem aparecer. Estilo é sempre o que conta, certo!!!

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Brinque com seus Acessórios

Acessórios

maio 29, 2012

Uma das perguntas mais comuns que me fazem sobre acessório é:

Pode usar brinco comprido com colar?

O que eu costumo responder: Depende. Tudo que é harmônico, pode. Combina. Tudo depende também da imagem que se quer passar, não é mesmo?

Eu saí assim hoje.

 

A ideia das fotos a seguir é mostrar como é possível usar 3 anéis de três maneiras diferentes. Eu uso das três maneiras. Cada dia de um jeito ou das três maneiras no mesmo dia. O que gosto mesmo é de brincar!!!

Espero que gostem e se inspirem!!!

Beijos.

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Maxi colar, como usar

Acessórios, Dicas, Moda

março 12, 2012

O maxi colar pode ser curto ou longo. O importante é ser GRANDE.

Eles estão por toda parte e de todos os jeitos com pedras, de metal, plástico, acrílico… É só escolher um e pronto. Look Maximizado!!

Ontem falamos de um colar bastante original, de crochê e cristais, feito totalmente a mão com fios metálicos dourado e prateado.

Eu fiquei encantada com o trabalho da Carmem Munhoz, artista plástica que concebeu e montou o colar. O resultado foi um colar leve, delicado apesar de MAXI, versátil e bem estiloso.

Dicas:

1. Este colar é Maxi, mas não é longo. Então, no verão, abuse de regata e tomara-que-caia para exibir a peça.

 

2. Use com camisa.

2.1. Por dentro

 

2.2. Por fora

3. Abuse do decote, seja ele V, U ou quadrado. O maxi colar é mais versátil do que parece

4. Se esfriar, use o colar com os mesmos decotes e vista um blazer, uma jaqueta ou um casaco. Um cardigã também vai bem.

Quem gostar do estilo pode usar com camisa fechada por baixo do cardigã.

A melhor opção é sempre aquela que combina mais com você!

Beijos!!!

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Quem se interessar pelo colar, basta enviar um email para [email protected] O preço é R$300,00.

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Minha história com o crochê por Carmem Munhoz

Acessórios, Design, Moda

março 11, 2012

Crochê é uma arte que se faz com uma agulha onde a ponta tem a forma de gancho. Pode-se usar qualquer tipo de linha. Crochê em Frances significa gancho. A forma de gancho da agulha permite laçar o fio e tecê-lo. Esta técnica é totalmente artesanal e requer cuidado e paciência. Com pontos básicos podem-se executar peças para diversos fins.

Um bom exemplo é o difundido crochê filé. Nesta técnica onde a base são apenas dois tipos de pontos, podem-se criar toalhinhas rendadas que formam uma rede de quadrados cheios e vazios. Os cheios formam os desenhos e os vazios a rede. Os desenhos em filé são indicados por esquemas facilmente compreensíveis. Minha avó fazia este tipo de crochê com agulha e linha bem fina. Executava intricadas toalhinhas rendadas e eu as achava maravilhosas. Foi com minha avó que aprendi os primeiros pontos em crochê.

 

Crochê feito pela minha avó há mais ou menos 40 anos

Segundo historiadores, o trabalho em crochê tem origem na pré-história. Evidencias arqueológica, fontes escritas e representações em pinturas confirmam o seu uso em várias partes do mundo e em diversas finalidades. Um destes indícios mostra que tribos da América do Sul usavam adornos em crochê em rituais da puberdade. Na China bonecas eram feitas em crochê.

A forma como se pratica hoje surgiu no final do século XVIII, quando os franceses aboliram o tecido de fundo e o bastidor. Assim inventaram o “crochê no ar“ . Em 1846 a francesa Riego de La Branchardiere criou diversos padrões e publicou-os no 1º livro de pontos de crochê, difundindo a técnica para que milhões de mulheres pudessem copiar seus projetos.

Mas apesar da difusão da técnica, caiu no estigma de imitação de um símbolo de status, pois quem podia comprar renda feita com técnica mais cara desprezava o valor  do crochê rotulando-o de cópia barata.

A técnica voltou a ganhar espaço somente após a II Guerra Mundial, durante o movimento baby boom onde as técnicas artesanais feitas em casa foram valorizadas.  Mas somente com o movimento hippie da década de 70, o crochê ganhou especial popularidade com as mantas confeccionadas com os quadrados de crochê: granny squares (quadrados da vovó).

 

O crochê atualmente ganhou tal popularidade que já tomou as passarelas da moda em diversas ocasiões. Hoje existe um novo estilo desta técnica que se define como “freestyle crochet“- crochê de estilo livre, sem receita. Um exemplo desta tendência são os colares que eu criei unindo diversos fios com vários formatos de cristais Swarovski.

………

Eu, Juliana Cordeiro,  pedi à Carmem que me fizesse um maxicolar, este foi o resultado:

Um colar MARAVILHOSO, leve, versátil, com 141 cristais. São 21 cristais grandes de 10mm da Swarovski e 121 cristais tchecos pequenos de 4mm chamados de Preciosa.

Foi feito de crochê com fios dourados e prateados.

O efeito do pescoço é LINDO!!!

Colar da coleção Orygen da Brasileirinha Fashion

Macacão Osklen

Slippers/ Loafers  de glitter Corello

Colar Orygem da Brasileirinha Fashiom

Regata de camurça Zettha

Cinto de Tachas Zettha

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 Carmem Munhoz é artista plástica, arte-educadora, artesã, ilustradora, pesquisadora e designer de bijus, mãe, esposa, mulher. Ama a vida, a família, seus alunos, e pela arte é apaixonada desde pequena. Algumas das bijus da Carmem podem ser encontradas clicando neste link ou no facebook.

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