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Pessoas sugestionáveis por Frederico Mattos

Comportamento

agosto 5, 2012

Se você muda de opinião o tempo todo e tem dificuldade em contrariar as pessoas isso é mais sério do que pensa. Você talvez seja uma pessoa sugestionável.

Normalmente essa pessoa costuma ser querida e afável com os demais e se mostra sempre solicita, pronta para concordar e balançar a cabeça fazendo um grande SIM.

"Gosto muito de você, camaleãozinho..."

Essa capacidade de se moldar conforme o interlocutor os deixa secretamente ansiosos, atentos, alertas, paranóicos e apreensivos. Cada gesto dos outros acaba sendo instintivamente calculado para ter a reação adequada e jamais desagradar, contradizer ou negar algum pedido.

Brinco que são camaleões sociais, incapazes de dizer NÃO. Preferem sacrificar seu conforto, bem-estar e alegria para se sujeitar aos anseios dos outros. Por conta disso são observadores natos e hábeis na capacidade de decodificar interesses e expectativas alheias, com o único intuito de agradar os demais e serem reforçados.

Muitos acabam percebendo esse padrão de comportamento volúvel e até puxa-saco, mas eles não conseguem resistir a serem agradáveis.

É comum terem vindo de famílias conturbadas e instáveis que não tinham regras claras, mas eram rígidas. Como a criança nunca sabia de onde vinha a coerência ela tentava se agarrar a cada comando que recebia sem questionar, apenas para obter carinho, afeto e aceitação dos pais ou cuidadores. Em orfanatos é muito comum ver esse tipo de criança que você sorri e ela sorri junto.

Chega a ser aflitivo conviver com alguém assim, pois ela se torna grudenta e dependente de aprovação constante. Se percebe que que desagradou ela recua em sua posição e faz de tudo para se retratar e concordar com o outro.

Uma crítica é uma bomba em sua mente constantemente culpada

Seu grande dilema é quando precisa tomar suas próprias decisões sozinha. Nessa hora ninguém pode viver no seu lugar e as escolhas solitárias são muitas, se não todas, o que comer, o que vestir e como se portar em situações incomuns. Pior, ser feliz é atribuição própria de cada pessoa e se você sempre espera um comando externo para ter direito a sentir prazer sua vida está numa enrrascada.

Sugiro algo simples, dedique uma semana para tomar decisões sem se consultar com ninguém.

- Todos os dias escolha o que quer comer e vá atrás do lugar adequado, de preferência um que nunca foi.

- Todos as noites escolha a roupa do dia seguinte, varie, invente, descubra seu estilo e enfrente os comentários sem recusar elogios ou se abalar com críticas.

- Faça uma coisa nova por dia, seja passar por uma rua que nunca passou, ler um tipo de livro que nunca leu ou assistir um programa de TV diferente.

- Se puder discorde de alguém só para enfrentar o peso do NÃO e administrar o turbilhão de emoções decorrentes.

Com isso tudo não imagine que tem que se tornar uma pessoa intragável como aqueles que fazem o oposto e só fazem aquilo que gostam e nunca ouvem ninguém, mas chegar num meio termo em que não se sinta escravizada pelo meio em que vive. Você pode e saber ter escolhas coerentes e satisfatórias, basta tentar.

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O drama do dinheiro

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Consultoria de Moda

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Descubra o seu corpo:

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Mulheres, compras compulsivas e vícios emocionais por Frederico Mattos

Comportamento

maio 27, 2012

Me lembro que atendi uma garota que me trouxe um problema aparentemente simples: “quando estou triste eu faço compras”. Para relativizar o peso da primeira consulta brinquei (como as vezes faço) “você e quase todas as mulheres” e rimos. Lógico que depois nos aprofundamos numa questão que toca grande parte do universo feminino: compras compulsivas e gastos desnecessários.

A Psicanálise revelou muitos mecanismos ocultos da mente e possibilitou a identificação de padrões que se repetem de modos diversos nos gêneros.

A mesma necessidade do homem escapar de si mesmo anulando o seu interior (trabalho excessivo ou a bebida) recai sobre a mulher em forma de compras desnecessárias e compulsão alimentar. O desastre masculino se manifesta para fora , o feminino cria dramas invisíveis e não menos danosos num ciclo compulsivo.

Essa roda-gigante emocional está presente em qualquer exagero com jogos, drogas, comida, sexo, relacionamentos problemáticos. Existe uma linearidade de angústia-tensão-descarga-alívio-culpa-latência-angústia presente em muitos níveis na vida de qualquer pessoa. Eu poderia estar falando sobre qualquer assunto, nesse caso, falo de roupas.

É uma angústia sem nome, algo que beira a insatisfação por desejos frustrados, anseios não atendidos e aspirações megalomaníacas não supridas.

Depois surge a fase de tensão que começa a criar na mente da mulher o desejo por algo especial. Aquela peça chave que faria o dia dela mais feliz, o talismã mágico que devolveria instantaneamente sua autoestima. Algo que fizesse ela sentir-se uma musa [leia]: “claro, roupas! O que mais seria?”

Como uma usuária de drogas ela segue em direção ao shopping, essa etapa costuma ser bem solitária e até assustada.

A descarga surge no momento que entra nas lojas, parece “João e Maria” encontrando a casa feita de doces. A quantidade de cores e variedades de roupas, bolsas e sapatos lança aquela mulher silenciosa e inconscientemente angustiada num mar superficial de alegria. É bem diferente de uma compra consciente e pensada. Ela segue para os provadores como um guloso avança numa prato de lasagna. É quase um surto estético, pois aquilo que usualmente seria grande e exagerado [leia] parece estar na medida, e peças pequenas de mais [leia] soam adequadas no corpo. Erros atrás de erros, algo que nem uma consultora de moda experiente conseguiria impedir. A descarga atinge seu cume na hora de pagar (tudo apressadamente e de olhos fechados) e sair com as sacolas chacoalhando de um lado para o outro. Feliz e aliviada, será?

Chega em casa joga as peças sobre a cama olha tudo com um gosto que vai desaparecendo como vento no deserto. Então chega a culpa, misturada com raiva de si e o arrependimento de ter agido impulsivamente.

Surgem imagens das contas chegando, a fatura do cartão, as brigas com o marido ou os pais (alguém que vai ter que segurar a bomba). Ou simplesmente o desassossego de quem se sente sozinha, infeliz e isolada da realidade. A culpa chega no ponto de tentar devolver peças, negociar (humilhada) com as lojas, barganhar com as pessoas queridas ou ver a dívida aumentar. Mais que isso a dívida moral, afinal, ninguém mais acredita nela.

Ela promete que vai se comportar direito dali para a frente. Se pune com privações indiretas na comida, no mau humor, no desânimo e evitando sair de casa para não ter gastos excessivos. Assume uma infelicidade voluntária até que esquece do último surto e começa a se queixar de como se sente apática, infeliz e isolada de tudo. Na latência começa a se convencer que merece ser feliz, afinal se comportou bem durante muito tempo (nem percebe que isso durou uma semana ou alguns dias apenas).

O ciclo se reinicia, a angústia se torna insuportável e ela faz uma nova concessão para si mesma e como o drogado pseudo-arrependido bloqueia as memórias ruins e tenda devorar outra loja.

Não importa o quanto compre e gaste, ela não entende que se não cuidar de sua natureza compulsiva de forma séria e com ajuda profissional  como um consultor de moda [leia mais], financeiro (para ajudar no equilíbrio das contas) e psicológico (para trabalhar com as ansiedades e angústias)  jamais conseguirá interromper esse ciclo interminável de dor, recompensa e punição.

Ainda que o seu caso não seja tão dramático quanto esse (é difícil ter uma noção sozinha) isso acomete em graus leves e moderados muitas mulheres, talvez até você…

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Frederico Mattos é um homem apaixonado, sonhador nato, psicólogo provocador, escritor de um não best-seller e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão, Muay Thai, lava pratos e escreve no blog Sobre a vida. No twitter é@fredmattos.

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Psicologia e Moda por Frederico Mattos

Comportamento

março 11, 2012

As pessoas tem a mania de afirmar que toda a mudança tem que vir de dentro para fora, se não é ilusória. Acho que sou o único psicólogo que discorda disso.

A mudança precisa vir de onde for possível. Se por fora for mais rápido e fácil, então é por ali que a coisa vai começar. Eu cuido das emoções das pessoas e da maneira como elas percebem o mundo de dentro para fora. Afinal, o que é dentro e fora, né?

O que me atraiu na proposta da Juliana no blog Sem Espartilhos é que ela se propõe a cuidar das pessoas e ajudá-las a perceber suas emoções de fora para dentro e assim se libertarem do que não serve mais. É a terapia da imagem, ela quer inspirar a beleza interior por meio da beleza exterior [leia mais].

“Mas a beleza exterior acaba com o tempo!” diriam alguns exigentes.

Quem disse?

Cada fase da vida tem sua beleza.

O mundo que gira em torno da pessoa vai reforçando suas emoções depreciativas ou remodelando suas mudanças.

Se uma mulher se olhar no espelho e tiver mal vestida ela só vai ter mais um motivo para reclamar de si mesma e da vida. Mas se ela começar a ver um pouco mais de brilho em volta do seu corpo ela vai se sentir constrangida a sustentar aquela beleza com sua mente, goste ou não. Ela vai nivelar seu padrão mental por cima.

O mesmo acontece com uma casa mal cuidada ou com o metrô de São Paulo, quanto mais limpo ele está mais as pessoas se sentem constrangidas em sujar.

A moda, como tudo o que é ligado ao humano pode ser matéria de estudo da Psicologia.  O modo como as pessoas se vestem diz muito sobre elas, pelo menos é como observo no consultório.

Portanto, vou participar semanalmente do Sem Espartilhos para poder dar uns toques no mundo interior para que ele fique bonito por fora e a Juliana dá um toque no mundo exterior para que você fique bonita por dentro.

A proposta desse blog é libertar as mulheres das amarras estéticas, o que seria isso senão libertar suas mentes de medos e preconceitos?

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Frederico Mattos é um homem apaixonado, sonhador nato, psicólogo provocador, escritor de um não best-seller e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão, Muay Thai, lava pratos e escreve no blog Sobre a vida. No twitter é@fredmattos.

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