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A mulher é que manda na relação por Frederico Mattos

Comportamento

maio 6, 2012

É bem comum a brincadeira que diz que o homem é a cabeça da relação e a mulher o pescoço, ou seja, ele olha para onde ela quiser.

Ele vai baixar a guarda logo, logo...

Ontem acompanhei (como coadjuvante) a consultoria de moda da Juliana para o nosso amigo H. que vem relatando essa história até agora.

Eu estava ao lado do provador masculino esperando ele se apresentar com cada sugestão (digna de aplausos) feita pela Ju na descoberta do seu próprio estilo.

Mas não pude deixar de reparar nos outros caras que se trocavam ali. Foi digno de piedade em alguns casos.

Espiei um rapaz de 20 anos que chamava a mãe de mamãezinha e se submetia ao olhar implacável daquela senhora empinada e bem antipática. “Ridícula essa roupa, tira!”, “se quer parecer um bobalhão melhor não usar isso!” ele tentou contraargumentar uma única vez ao que ela rebateu sem dó “se acha que sabe escolher sozinho fique aí nesse provador e não conte comigo para mais nada!”. Ele implorou pelo retorno da mãe que voltou com aquela superioridade feminina (que inibia sua ousadia masculina) do tipo “homem não vive sem a mulher”

E pior de tudo, ela tem razão.

Notei as namoradas e esposas que direcionavam a escolha das roupas só no olhar. Os caras mais broncos se submetiam ao comandos silenciosos daquelas belas mulheres postadas de braços cruzados diante dos provadores. De certo elas estavam rezando para que ele não parecesse ridículo ao escolher suas roupas.

Muitos homens devem estar pensando orgulhosos, “quem escolhe minhas roupas sou eu, hehehe!”. Sinto lhe informar, você acha conscientemente que escolheu, mas quem vai compor de fato o visual e quantidade de vezes que irá usar é ela.

Assim como tudo em sua vida.

Homens, quase sem exceção, são movidos à aprovação feminina. É um condicionamento ancestral, afinal desde pequeno quem escolhe as roupas, a comida, a escola, o que pensar e sentir são as mães. O mundo masculino é definido no inconsciente pela mulher. É ali que trafega a fonte de autoafirmação masculina.

Nenhum super-herói existe sem a mocinha. A fantasia do príncipe encantado só perdura porque os homens continuam tentando corresponder a essa fantasia e ser invioláveis para as mulheres (as vezes se endividando ou trabalhando além dos limites para isso).

Queremos parecer mais fortes, inteligentes, bem sucedidos e astutos para impressionar o sexo “frágil”. Frágil, onde? Está bem claro que o mundo se movimenta a partir dos anseios das mulheres (ainda que eles oscilem como nuvens no céu).

Até o sexo (consentido) quem decide de fato é a mulher. Alguma dúvida disso?

Os homens consomem carros para ouvir o ronco do motor? Em partes, mas essencialmente para impressionar uma mulher com seu status. Para impressionar uma mulher não basta o carrão, tem que ter (na cabeça do homem) o emprego dos sonhos (ou a promessa de), a força de Hércules, a inteligência de Einstein e o charme do Richard Gere.

Mesmo em relações aparentemente dominadas por homens a mulher dá o toque definitivo fazendo o homem achar que a decisão foi dele.

Na dança quem conduz o movimento é o homem, mas quem flui nele e faz o charme do movimento é a mulher. A referência é ela, seja sua parceira ou sua mãe. É em torno do mundo feminino que orbita o universo masculino. Seria ela demoníaca, maldosa ou manipuladora? Longe disso, ainda que algumas se comportem abertamente assim.

Para onde isso leva as relações amorosas, eu não sei desconfio, mas certamente não é o homem que tem a palavra final disso.

 

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Frederico Mattos é um homem apaixonado, sonhador nato, psicólogo provocador, escritor de um não best-seller e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão, Muay Thai, lava pratos e escreve no blog Sobre a vida. No twitter é@fredmattos.

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Mulheres são como árvores por Mariza Cordeiro

História

março 31, 2012

Elas fincam raízes nos solo dos nossos corações, têm paciência e capricho com o próprio crescimento.

Seu braços são poderosos e, ao abraçá-las, nossos espíritos recebem renovadas energias.

Elas amam e cuidam dos seus frutos, mesmo sabendo que um dia o mundo os levará para longe.

Outras – aquelas que não dão frutos – oferecem sua sombra aqueles que necessitam de descanso.

Quando açoitadas por fortes ventos da vida, elas emanan o perfume da vida e da fé, acalmando-nos, por mais assustadora que seja a noite.

Sua seiva são as lágrimas de dor ou de alegria, não importa…

Seu corações voam alto o suficiente para escutar mais de perto os recados do céu.

Elas oxigenam as ruas das cidades, as avenidas, os acostamentos de estradas e as beiras de rios e até as matas…

Elas entendem o canto dos passarinhos e, mais do que ninguém, valorizam e protejem o seus ninhos.

Suportam melhor a solidão e as dificuldades que a vida às vezes nos impõe.

No mundo, elas nascem em maior número para que o verde da esperança jamais empalideça.

Todas as mulheres são árvores, e que lindas florestas elas fazem!

( Cláudia Schimidt) -Mais Você.

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Mulheres que perdem a feminilidade por Frederico Mattos

Comportamento

março 25, 2012

Coloque essa música antes de começar a ler (se quiser é claro) [clique aqui]

Tudo inspira

Nada mais cruel do que ver uma mulher se entregar ao descuido pessoal. Um dos primeiros sinais de que uma mulher está gostando pouco de si é a falta de cuidado com a aparência.

A pele parece que perder o brilho, os olhos se encolhem no rosto e o sorriso teima a sair.

Num dia ela alega cansaço, outro dia preguiça e ainda falta de tempo. Maternidade e trabalho excessivo sempre são boas desculpas para deixar de lado aquele cuidado consigo mesma. Ela banaliza a moda, desdenha de detalhes mínimos e abandona o cuidado estético.

Todo mundo sabe que a falta de tempo é uma mentira, pois para aquilo que queremos de verdade arranjamos tempo.

Ela perdeu contato com sua energia feminina. Então sempre me pergunto, o que leva uma mulher a castigar tanto a si mesma?

Desânimo, depressão, relaxo, desencanto com a vida, tudo pode ser motivo para ver a feminilidade enfraquecida.

A energia feminina é abundante no universo e todos estamos imersos nela, basta olhar ao seu redor, tudo se movimenta, brilha e renova.

Do mesmo jeito que o feminino é belo e encantador ele é vulcânico e cheio de variações. Esse é o maior temor da rendição, pois expõe a mulher à todas inconstâncias, mudanças, vulnerabilidades e emoções possíveis (as mais deliciosas e terríveis).

Mulheres que exigem ter o controle de cada passo e são dominadoras anulam tanto quanto possível essa força. Masculinizam-se, submetem seus parceiros à uma disciplina humilhante que os aniquila como homens. Recorre à chantagens emocionais, aponta suas fraquezas e os faz afundar num mar de culpa.

No entanto, quando essa mulher resgata essa chave que habita o seu interior e abre o céu para o mundo ela se torna uma deusa que transforma tudo aquilo que toca em charme, sensualidade e vivacidade. Ela se torna a musa de si mesma.

Quando você está diante de uma mulher inebriada pela energia feminina é quase irresistível se apaixonar pela sua personalidade e ser cativado pelos seus gestos, sua fala e seu corpo. Tudo inspira algo de puro e sensual.

A sexualidade dessa mulher é arrebatadora, não porque ela use de artifícios que dobram o desejo masculino, mas porque potencializa o homem que está ao seu lado, oferecendo ânimo, libertação e manifestando a mais alta expressão do amor.

Proponho um exercício.

Você pode fazer em qualquer lugar, seria mais fácil fazer em um lugar reservado, calmo e perfumado. Debaixo do banho é ideal. Feche os olhos e sinta o ambiente, relaxe seu corpo, note os sons, aspire a fragrância que paira no ar, sinta o toque da água, do ar que circula e da luz que atinge sua pele. Note como tudo a sua volta se comunica com você, perceba o sorriso dos móveis à sua volta, as cócegas que sua roupa (ou falta dela) provocam em seu corpo, sinta a expressão de amor que chega até a você pela própria vida que se irradia de sua essência. Abra seu coração e sinta aquilo que se derrama de sua alma, apenas deixe fluir e gozar dos benefícios de ser uma mulher.

Afinal, o feminino é o próprio AMOR. Sinta esse poder gentil…

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Engordar é uma escolha por Frederico Mattos

beleza, Comportamento

março 18, 2012

Ninguém vai gostar do que vou falar agora, mas engordar é uma escolha.

Muitas falarão dos que tem problemas de saúde e que tomam medicamentos. Descartemos esses que formam uma parcela pequena do número geral de gordinhos espalhados por aí.

Abri há pouco tempo uma enquete no meu Facebook à pedido de um leitor que queria saber como seria a melhor maneira de dizer para a namorada que ela havia engordado.

Foi uma comoção coletiva, nunca vi tanta gente indignada e raivosa com esse assunto. Nenhuma admitia ser alertada para algo tão simples que revela ou oculta as formas femininas tão desejadas.

Toda mulher se debate com a balança. Gordura imaginária ou real ela é uma guardiã impiedosa de si mesma e seu corpo.

Todo o santo dia ela tem que enfrentar o termômetro da calça que vai usar que vai revelar se o quadril aumentou e as dobrinhas se multiplicaram.

Agora vou dizer onde a escolha é feita: nos ingênuos e pequenos gestos tomados minuto a minuto. É a responsabilidade que essa mulher assume diante de si mesma, ninguém à obriga, constrange ou impõe comer sem medidas. Isso pode parecer ofensivo para uma mulher que engordou, dizer que ela escolheu estar acima do peso. Mas existem inúmeras motivações para explicar essa ação autossabotadora dela: se entregar ao prazer na tentativa de compensar estados emocionais de frustração, ansiedade, desgosto, depressão e desilusão amorosa. É o descuido com sua feminilidade (que inclui a sexualidade) que justifica uma mulher que vem tentando se esconder de si mesma (e do homem que tem ao lado).

Chamo isso de “efeito de corte de cabelo” em que só notamos o cumprimento depois de um tempo quando o cabelereiro denuncia: “cresceu, hein?”.

Como o cabelo, as gorduras se acumulam imperceptivelmente à cada mordida despretenciosa no pedaço extra de doce ou pão francês.

Ninguém em sã consciência pode negar o fato de que se algo entra em excesso e não sai em forma de queima calórica vai ficar acumulada em algum lugar.

“Cederei ao prazer imediato ou me conterei em meus impulsos cegos?”

Eis a batalha que ela precisa travar a cada refeição. Na maior parte das vezes ela fecha os olhos para a responsabilidade por si mesma ao fazer sua escolha silenciosa.

Como o cabelo que cresceu e ela “nem notou”, no final das contas “descobre” que estava acima do peso.

Daí vem a culpa, a vergonha e o desgosto de ver o que fez consigo mesma. Tenta se esconder, remediar, fingir que não liga, mas seu armário a lembrará todos os dias as roupas que já não entram no corpo de uma época em que tudo parecia mais feliz.

Aqueles que adoram contestar rebaterão tudo o que falei relativizando os critérios de beleza e o império da magreza exagerada. Nem estou falando das anoréxicas de passarela. Falo da mulher comum que sabe bem qual é o seu peso razoável para se sentir bem e feliz.

Sim, engordar, assim como emagrecer, é resultado de passos de formiguinha. Ela consome açucar ou carrega a folha que exigirá força redobrada?

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Frederico Mattos é um homem apaixonado, sonhador nato, psicólogo provocador, escritor de um não best-seller e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão, Muay Thai, lava pratos e escreve no blog Sobre a vida. No twitter é@fredmattos.

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